quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

JUDÔ EM SUAS DIMENSÕES INTELECTUAIS, MORAIS E FÍSICAS: UM COMPONENTE VALIOSO PARA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Élen Vilarino Queiroz
Lucas Gomes
Orientador: Neilon Carlos Santos

Resumo

O presente artigo aborda o Judô como conteúdo da Educação Física escolar e ressalta suas contribuições no processo de ensino-aprendizagem. A Educação Física escolar deve proporcionar aos alunos conhecimentos que vão além do prático, que englobem saberes acerca da construção moral e intelectual dos alunos. As lutas são conteúdos propostos a serem desenvolvidos na disciplina de Educação Física e esta luta, criada por um professor, conhecedor do processo educacional e comprometido com a formação das pessoas, vem ao encontro do que se espera alcançar, pois possui aspectos relevantes que abragem dimensões procedimentais, conceituais e atitudinais.

Palavras-Chave: Judô, Educação Física escolar, formação.

Abstract

The present article of approaches the Judô as content of the pertaining to school Physical Education and standes out its contributions in the teach-learning process. The pertaining to school Physical Education must provide to the pupils knowledge that go beyond the practical one, that they enclose to know concerning the moral and intellectual construction of the pupils. The fights are considered contents to be developed in discipline of Physical Education and this fight, created for a professor, expert of the educational and compromised process with the formation of the people, come to the meeting of what it expects to reach, therefore possess excellent aspects that enclose procedural, conceptual and attitude dimensions.

Word-Key: Judô, School Physical Education, formation.

Introdução

Da construção de corpos saudáveis para defender o país à preparação de novas gerações que elevassem o esporte brasileiro em âmbito mundial, a Educação Física visava no geral à aptidão física das pessoas. A partir da década de 1980 as visões e concepções começaram a mudar. Tais mudanças vieram para contribuir com o processo de ensino aprendizagem na escola, rompendo com a valorização excessiva do desempenho como objetivo único (DARIDO, 2003).

Surgiu então um novo contexto na Educação Física escolar, onde novas perspectivas pedagógicas seguindo abordagens de diversos estudiosos da área instalaram-se e ganharam força, tendo assim, inúmeros seguidores.

Os conteúdos da Educação Física enquanto prática pedagógica passaram então a englobar jogos diversos, esportes, lutas, danças e ginástica, adquirindo a partir do novo contexto aspectos que utilizam-se destes conteúdos para abordarem questões sociais, morais, éticas, intelectuais. Independente do conteúdo escolhido, entende-se que o processo de ensino e aprendizagem deve seguir uma linha de ação estratégica que contemple a formação do aluno como um todo, orientando-o no seu desenvolvimento como cidadão (BRASIL, 1997).

Dentro do conteúdo de lutas, ressaltamos neste estudo o Judô, uma forma de combate sistematizada e organizada que possui aspectos particulares e relevantes no seu caráter filosófico e técnico que podem contribuir com a formação dos praticantes, não somente como esportistas, mas como pessoas equilibradas e de bem. Sendo assim, destacamos esta luta como um conteúdo enriquecedor dentro da Educação Física escolar. A filosofia de ensino e prática do Judô abrange características morais, intelectuais e físicas, fazendo com que a luta não seja apenas uma prática física, mas sim uma fonte de aprendizagem e desenvolvimento humano. Sua prática pode acrescer novos valores aos alunos praticantes, além de oferecer-lhes um vasto repertório de movimentos corporais.

Ao longo do Ensino Fundamental, fase escolar que terá mais ênfase neste estudo, espera-se que os alunos, orientados pela disciplina de Educação Física, sejam capazes de: participarem de atividades corporais, manterem atitudes de respeito e repúdio a violência, aprenderem com a pluralidade, praticarem atividades de forma equilibrada e desenvolverem espírito crítico (BRASIL, 1997), o Judô pode perfeitamente enquadrar-se neste contexto, auxiliando assim na obtenção dos objetivos propostos e condizendo com a perspectiva pedagógica da escola, sendo o objetivo deste trabalho de revisão bibliográfica, ressaltar como esta luta, fazendo parte do conteúdo da Educação Física, pode ser uma ferramenta pedagógica de suma importância que contribuirá com o processo de ensino-aprendizagem na escola.

Judô: raízes e criação – um breve relato

O Judô é uma arte marcial com raízes nipônicas criada em 1882 pelo professor Jigoro Kano. Homem de baixa estatura, franzino e pouco avantajado fisicamente, desenvolveu um estilo de luta a partir do Ju Jitsu, eliminando os golpes mais lesivos como socos e pontapés (SHIOZAWA, 1999). Kano formou se na Universidade Imperial de Tóquio em Letras e Ciências Estéticas e Morais, o que sem sombra de dúvidas foi de extrema importância para criação de uma modalidade de luta sistematizada e metodológica. No mesmo ano em que se formou, Jigoro Kano fundou o Instituto Kodokan (Escola para o estudo da vida).

Iniciou com poucos alunos, mas logo foi crescendo e ganhando destaque devido a inúmeras vitórias conquistadas em combates até mesmo contra adversários de outras modalidades e de porte físico mais avantajado. A luta na qual pessoas aparentemente mais frágeis venciam outras mais fortes, foi ganhando destaque e se difundindo em várias partes do mundo.
A luta criada por Kano tinha como finalidade a formação de indivíduos pacíficos e equilibrados, diferentemente dos objetivos das formas de combate da época que buscavam a formação de guerreiros. Criou-se a partir daí não só uma luta pura e simples, mas uma filosofia de vida, ou seja, a luta em seu aspecto geral não visa somente o combate, mas busca conduzir os praticantes a uma reflexão sobre o que se aprende nas aulas e situações da vida cotidiana, sendo que até os dias de hoje prega valores morais como o respeito, a educação e a perseverança.

A palavra Judô é composta por dois idiogramas japoneses, sendo que, “JU” significa agilidade, não resistência, suavidade e “DÔ” significa via, caminho, ou seja, a palavra Judô pode ser traduzida em Caminho Suave. Para Peruca (1996), Judô pode ser traduzido com a frase “Gentileza é mais importante que obstinação”.

No Brasil, as origens do Judô são um tanto quanto obscuras, segundo Santos (1975), o judô chegou ao Brasil por volta da década de 20 por intermédio da colônia japonesa, porém uma outra corrente defende que a luta chegou ao Brasil no início do século XX através de praticantes que se exibiam publicamente em apresentações no norte do país (CALLEJA, 1982). O que se sabe é que o esporte foi crescendo e hoje, além de bons resultados em competições internacionais, agrega um grande número de participantes de idades variadas e ambos os sexos.

Fundamentos técnicos e filosóficos do Judô

O mestre Jigoro Kano instituiu dois fundamentos básicos ao Judô, os quais dão bases para suas estruturas técnicas e filosóficas. Segundo Peruca (1996) estes fundamentos foram se expandindo por todo o mundo e através de uma contínua construção foram se fortalecendo e dando sustentação à luta até os dias atuais. Tais princípios propostos por Kano são assim definidos por Peruca:

Seiryoku-Zenyo: é o princípio caracterizado pela concentração e
máxima utilização de todos os esforços na promoção do
desenvolvimento moral, intelectual, físico e técnico do ser humano.
Consciente de seu potencial, de sua força física e mental, o judoca
aprende com o professor e veteranos de toda a ética e cerimonial
do judô e a sua aplicação na sua prática cotidiana. A busca da
vitória na competição significa o seu fortalecimento espiritual.
Jitakyoei: é o princípio caracterizado pelo desenvolvimento corporal
e formação moral em contínuo processo de interação com a
comunidade. O desenvolvimento individual interagindo com a
comunidade enseja não apenas vivenciar uma intensa felicidade,
como propiciar um conviver harmônico e solidário, fim maior da
filosofia do judô. (1996, p. 65-66).

Ainda que os aspectos filosóficos e técnicos do Judô sejam unidos na luta e indispensáveis um ao outro para o desenvolvimento correto da mesma, para uma melhor compreensão serão explicados separadamente e mesmo na descrição de cada um fica explícito a participação ativa do outro, ou seja, a prática do Judô enquanto exercício físico contempla uma série de aprendizagens que podem ser aplicadas no dia-a-dia dos praticantes.

Em relação a estrutura técnica, há uma busca por movimentos perfeitos a partir do sistema de alavancas e dos vetores de força (MORAES, 2004). O primeiro é explicado através da mecânica corporal, ou seja, uma força ainda que pequena aplicada num determinado ponto específico, resulta na máxima eficiência e o segundo refere-se a lei de ação e reação, sendo que, quanto mais forte o oponente aplica o golpe, proporcionalmente receberá um forte contra golpe.

Virgílio (1986) após conhecimento aprofundado da filosofia do Judô e dos ensinamentos deixados pelo próprio Jigoro Kano, descreve nove princípios que explicam a teoria da luta e direcionam o processo de ensino e a progressão filosófica do Judô. São eles: conhecer-se é dominar-se e dominar-se é triunfar; quem teme perder já está vencido; somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e sobretudo, humildade; quando verificares com tristeza que nada sabes, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado; nunca te orgulhes de ter vencido um adversário, ao que venceste hoje, poderá derrotar-te amanhã; o judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar; o judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes; saber cada dia um pouco mais, utilizando este saber para o bem é o caminho do verdadeiro judoca; praticar o Judô é educar a mente com velocidade e exatidão, bem como o corpo a obedecer com justeza, o corpo eficiente depende da precisão com que se usa a inteligência.

Estas são as bases para o Judô, e como citado anteriormente, fica transparente como a junção da teoria e da prática formam esta luta com finalidades que visam contribuir com a formação dos alunos. O que se aprende na luta em si, é levado para fora do ambiente prático da mesma e utilizado no cotidiano do aluno, busca-se estimular a reflexão da relação das experiências vividas na prática com as atitudes do dia a dia que influenciam na sociedade.

O Judô na Educação Física Escolar

Os conteúdos propostos para a Educação Física devem proporcionar aos alunos uma reflexão e discussão acerca da prática corporal numa perspectiva transformadora e crítica da realidade. Devemos trabalhar com conteúdos que abordem dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais, pois na escola não se ensina apenas conceito e fato, mas também habilidades, técnicas, atitudes, normas e valores.

Na prática pedagógica da Educação Física escolar, devemos analisar e propor uma série de conteúdos que venham condizer com os objetivos da disciplina. Ao citarmos o Judô e propormos a sua aplicação na escola, entendemos que esta luta pode contribuir com o processo de ensino-aprendizagem,
favorecendo o desenvolvimento global da criança.

De acordo com Pina (2005) a dimensão conceitual no Judô pode ser trabalhada juntamente com os alunos no aprofundamento do conhecimento das bases teóricas em que se apóia a prática e a importância dos exercícios que devem ser executados antes dos combates para se evitar lesões e acidentes, a dimensão atitudinal pode abranger instruções acerca da eliminação de estereótipos sociais, disposições favoráveis a autoestima e autovalorização, conscientização do Judô como prática desportiva com grandes virtudes formadoras e a dimensão procedimental engloba a aprendizagem dos exercícios da luta em geral e execuções corretas dos mesmos.

O Mestre Jigoro Kano com seus princípios da formação educacional dos alunos, demonstrou como o trato pedagógico quando bem assimilado, pode dar até mesmo a uma luta, o caráter educativo, com finalidades e objetivos pertinentes ao processo de formação.

Esta modalidade tem como meta principal, a procura de um equilíbrio entre o corpo e a mente em situação de combate. Desta maneira valoriza-se o respeito pelo ser humano, como indivíduo único, o raciocínio e a coordenação motora. É uma modalidade muito completa, já que todo o corpo trabalha formando um desenvolvimento muscular equilibrado. As atividades aplicadas devem ser alegres, divertidas, onde as crianças sintam prazer em praticá-las, o Judô nesta fase deve ser trabalhado de forma gradativa, lúdica, sem cobrança de desempenho ou resultados. O importante é o contato inicial com a modalidade.

Os equipamentos, vestuários e recursos indispensáveis à prática do Judô competitivo, podem ser adaptados para as aulas na escola, que geralmente não disponibilizam tantos recursos. O tatami (piso para o Judô), e o judogui (vestimenta específica) podem ser substituídos por outros materiais que amorteçam as quedas e roupas comuns sem que se perca o objetivo do ensino nas aulas.

Como geralmente ocorre, o professor que trabalha conteúdos esportivos nas aulas de Educação Física, será questionado e até mesmo cobrado pelos alunos para que haja competições, cabe ao professor mediar tais questões e refletir juntamente com os alunos a necessidade desta prática ou não, porém havendo competições, devem ser eventos totalmente educativos, com fins pedagógicos, podendo o professor valer-se delas para reforçar aos alunos a importância de se colocar em prática as atitudes e valores trabalhados nas aulas e avaliar o comportamento dos mesmos para futuras correções de ações que representem hostilidade, raiva, maldade e deslealdade (BAPTISTA, 2003).

O Judô e suas dimensões intelectuais, físicas e morais aplicadas na escola

A relação corpo-educação, por intermédio da aprendizagem significa aprendizagem da cultura, dando ênfase aos sentidos dos acontecimentos e a aprendizagem da história, ressaltando assim a relevância das ações humanas.

Corpo que se educa é corpo humano que aprende a fazer história, fazendo cultura (MOREIRA, 1995). O ensino do Judô propicia o desenvolvimento cognitivo e intelectual nas aulas de Educação Física e oferece meios para um trabalho interdisciplinar das disciplinas que compõe o currículo escolar. Pode ser trabalhado como reflexão sobre problemas relacionadas à luta, tais como: o contexto histórico, a criação das regras e técnicas, a biomecânica, a análise do esporte como cultura regional, nacional e mundial, relações entre sua criação e o processo histórico de uma determinada cultura, modos de vida, evolução, expansão e possibilita ainda uma análise de suas bases biológicas, psicológicas e sociais (BAPTISTA, 2003).

É importante que o professor resgate o judô enquanto manifestação cultural, trabalhando seus aspectos históricos vinculados ao movimento cultural e político que o gerou (COLETIVO DE AUTORES, 1992).

Existe uma preocupação em nunca encontrar um praticante de Judô em brigas de rua, em conflitos com a sociedade (VIRGÍLIO, 1986), tal ensinamento deve ser repassado nas aulas, pois a formação visa uma prática séria e responsável principalmente das crianças, os adultos de amanhã.

Em relação ao desenvolvimento físico-motor, as atividades físicas em geral, melhoram a qualidade de vida das pessoas e sua prática desde criança, propicia uma base para uma posterior prática esportiva especializada ou mesmo, para uma conscientização da importância dos exercícios físicos.

As atividades de Judô propostas para o ensino fundamental sugerem um trabalho lúdico com adequação dos princípios da luta e das necessidades das crianças para um desenvolvimento equilibrado. Ruffoni (2004) descreve que a ludicidade é de fundamental importância para a formação da criança.

Segundo Baptista (2003) a prioridade para crianças de 7 a 9 anos de idade deve ser o desenvolvimento da coordenação e do equilíbrio, a partir dos 10 anos até o início da puberdade, as crianças vão ficando mais fortes e consequentemente o domínio corporal melhora, podendo a partir daí trabalhar atividades que requerem maior orientação espaço-temporal. As técnicas básicas do Judô tais como: rolamentos, quedas, entradas de golpes, imobilizações e a luta propriamente dita, são meios procedimentais que auxiliam no desenvolvimento motor e melhoram as habilidades alunos.

O Judô como componente do conteúdo da Educação Física escolar tem grande poder socializador, além de abordar valores éticos e morais. Desta forma podemos trabalhar através dele conceitos atitudinais como o companheirismo, o espírito de luta, o saber ganhar e perder, o respeito pelas normas estabelecidas.

As aulas são uma excelente oportunidade para que o professor estimule as crianças a refletirem sobre o relacionamento e a preocupação com o próximo, bem como a valorização dos aspectos afetivos e as experiências individuais.

A base filosófica da luta em questão, torna-se evidente no trato educacional da formação moral dos praticantes, deve ser estabelecido um paralelo sobre o que se ensina na prática e a vida cotidiana. O aluno que pratica o Judô aprende que se deve “ceder para vencer”, “ser perseverante”, “cair para se levantar”, dentre outros preceitos que são aplicados na luta e na vida (SHIOZAWA, 1999).

Para Motta & Ruffoni (2007) a luta valoriza a inteligência e o culto à verdade, o desenvolvimento atitudinal desta arte deve ser tão ou mais importante que o objetivo de vencer as lutas, pois da mesma forma que se exercitam os músculos menos desenvolvidos ou mais importantes para a execução de um determinado golpe, também se determinam quais os pontos fracos da personalidade, seja ele o medo, a falta de confiança, a falta de vontade, a angústia, a ansiedade, a falta de controle ou nervosismo e, então, com o mesmo esmero, que se dedica o desenvolvimento e aprimoramento da personalidade. Só assim, pratica-se o verdadeiro conceito de lutas em toda sua extensão e fundamenta sua prática no âmbito escolar.

Conclusão

Um conteúdo tão abragente e rico em saberes como o Judô, pode e deve fazer parte do ensino-aprendizagem nas aulas de Educação Física escolar buscando-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas, cognitivas, motoras e socioculturais dos alunos.

O Judô, não é somente uma técnica física para o corpo, mas também um princípio filosófico para o fortalecimento do espírito. Princípio esse que pode ser aplicado em todas as fases da vida humana, em todos os desafios, combates e contratempos nas suas atividades, quer sejam esportivas, sociais ou profissionais (MOTTA & RUFFONI, 2007).

O ensino do Judô no âmbito escolar, levando-se em consideração que é um trabalho básico desenvolvido segundo as perspectivas escolares, deve ser aplicado por professores de Educação Física, pois além de embasamentos teóricos e práticos adquiridos na graduação, tem conhecimentos sobre o processo de desenvolvimento maturacional da criança, respeitando assim cada etapa.

Atletas e praticantes da modalidade geralmente apresentam uma boa bagagem prática no que se refere ao treinamento específico, o que não é a proposta a ser aplicada nas aulas de Educação Física escolar.

A proposta do ensino-aprendizagem do Judô se pauta num desenvolvimento globalizado que abrange aspectos físicos, intelectuais e morais e não apenas técnico, com intuito de transformar os alunos não em grandes campeões, mas em verdadeiros homens e mulheres.

______________________
Agradecemos em especial o Professor e Sensei Edson Leonel, que com carinho e atenção
colaborou com nosso trabalho.

Referências Bibliográficas

BAPTISTA, Carlos Fernando dos Santos. Judô da escola a competição.3.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2003.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física, 1997.

CALLEJA, Carlos Catalano. Caderno Técnico-Didático: Judô. Ministério da Educação Cultura, Brasil, 1982.

COLETIVO DE AUTORES, Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.

DARIDO, Suraya Cristina. Educação Física na Escola: Questões e Reflexões. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

MORAES, Fábio Alves. Como os fundamentos filosóficos do Judô têm sido abordados no ensino do “Caminho Suave” na cidade de Goiânia? / Monografia (Graduação em Educação Física) – Universidade Estadual de Goiás, Eseffego. Goiânia, 2004.

MOREIRA, W. W. Perspectivas da educação motora na escola. In: DE MARCO (Org). Pensando a educação motora. Campinas, São Paulo: Papirus, 1995 p.95-120.

MOTTA, Alexandre.; RUFFONI, Ricardo. Lutas na infância: uma reflexão pedagógica. Disponível em http://www.equiperuffoni.com.br. Acesso em: 08/10/2007.

PIÑA, Maria Dolores Jurado. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 85 - Junho 2005. Disponível em http://www.efdeportes.com/. Acesso em: 15/09/2007.

PERUCA, Ângelo. Judô: Metodologia da participação. Londrina: Lido, 1996.

RUFFONI, Ricardo. Análise metodológica da prática do Judô. Mestrado em Ciência da Motricidade Humana – Universidade Castelo Branco. Rio de Janeiro, 2004.

SANTOS, Benedito N. A. Judô o Caminho Suave. São Paulo, 1975.

SHIOZAWA, Lhofei. Manual de Judô Nikkei Sport Center. Goiânia, 1999.

VIRGÍLIO, Stalei. A arte do Judô. São Paulo: Papirus, 1986.

A PARÁBOLA DA FAIXA PRETA


A PARÁBOLA DA FAIXA PRETA
                                        (Autor desconhecido)

    Imagine um lutador de artes marciais ajoelhado na frente do mestre sensei, numa cerimônia para receber a faixa preta obtida com muito suor.

    Depois de anos de treinamento incansável, o aluno finalmente chegou ao auge no êxito da disciplina.

    "Antes que eu lhe dê a faixa você tem que passar por outro teste" , diz o sensei.

    "Eu estou pronto", responde o aluno, talvez esperando pelo último assalto da luta. "Você tem que responder à pergunta essencial: qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

    "O fim da minha jornada", responde o aluno, "uma recompensa merecida pelo meu bom trabalho".

    O sensei espera mais. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim, o sensei fala: "Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano."

    Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei.

    "Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?", pergunta o sensei.

    "Ela significa a excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte." responde o aluno.

    O sensei não diz nada durante vários minutos, esperando. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim ele fala: " você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano."

    Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do sensei e mais uma vez o sensei pergunta: "qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

    "A faixa preta representa o começo - o início da jornada sem fim de disciplina, trabalho e a busca por um padrão cada vez mais alto." , responde o aluno.

    "Sim. Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho!"

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"(Todo o) judô paulista assina carta de repúdio sobre comportamento do representante da CBJ"

Acessem o link para obter na íntegra a transcrição da Nota de Repúdio do Judô Paulista.

http://judopaulista.uol.com.br/2010_repudio_fpj-cbj_graduacao.pdf

Fonte: Judô Brasil

Flávio Canto desfalca o Brasil no Grand Slam de Tóquio



O meio-médio Flávio Canto (81kg) desfalcará a seleção brasileira de judô no Grand Slam de Tóquio (JPN), que acontece nos dias 11, 12 e 13 deste mês. O medalhista olímpico sofreu um trauma no joelho direito e tem seu retorno aos tatames previsto para a primeira semana de janeiro.

"O Flávio bateu com o joelho durante um treino e a região está muito inchada. Vamos fazer um exame mais detalhado daqui a 15 dias, mas não é um problema grave", explica o médico da seleção brasileira, Breno Schor.

O Brasil já está a caminho de Tóquio e será representado no Grand Slam de Tóquio por Sarah Menezes (48kg), Érika Miranda (52kg), Ketleyn Quadros (57kg), Rafaela Silva (57kg), Mariana Silva (63kg), Mayra Aguiar (78kg), Maria Suellen Altheman (+78kg), Leandro Cunha (66kg), Bruno Mendonça (73kg), Leandro Guilheiro (81kg), Tiago Camilo (90kg), Luciano Corrêa (100kg), Rafael Silva (+100kg) e Daniel Hernandes (+100kg).

O Grand Slam de Tóquio faz parte do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô e conta pontos para o ranking mundial e olímpico da modalidade. A medalha de ouro vale 300 pontos, enquanto a prata garante 180 pontos na lista e o bronze 120.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

XXXII COPA DA AMIZADE DE JUDÔ


O Judô Clube Divinópolis promove no próximo dia 12, a XXXII Copa da Amizade de Judô. Evento bastante conhecido e tradicional em Minas Gerais e que leva muitos atletas aos tatames no evento que encerra a temporada do Clube.

O evento acontecerá nas dependências do Divinópolis Tênis Clube (DTC) que fica situado à Rua Cel. João Notini, 60 no Centro de Divinópolis - MG, à partir das 9h.

O evento está sob organização do Shihan Marçal Perácio Braga (7º Dan) e do Sensei Marçal Júnior (3º Dan).

Este evento é uma grande festa de encerramento para as mais de 400 crianças que participam dos programas sociais mantidos pela Prefeitura de Divinópolis. Estes projetos são destinados a crianças de alto risco social e são desenvolvidos em áreas de alto índice de criminalidade e já afastou muitos do mundo das drogas.

Lembramos que Divinópolis sediará duas importantes competições em 2011, a seletiva nacional para o Pan-Americano pré (sub 13) e infanto juvenil (sub 15) nos dias 25 e 26 de março de 2011 e o Pan-Americano de Judô Pré e Infanto Juvenil que acontecerá nos dias 10 a 12 de junho de 2011 sob a chancela da Unión Panamericana de Judo (UPJ). A cidade tem se tornado referência nas categorias com os trabalhos desenvolvidos pelo Shihan Marçal Braga, Sensei Marçal Júnior e pelo Preparador Físico Prof. Marcelo Vaz.

Desejamos sucesso a todos!




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Confira a lista dos atletas convocados para a seletiva Londres 2012

Comissão técnica da Confederação Brasileira de Judô divulgou nesta segunda-feira a lista dos atletas que disputarão a primeira e a segunda fase do processo seletivo Londres 2012, que visa a formação da seleção brasileira. A primeira fase da seletiva será realizada em São Paulo, no dia 29 de janeiro. A segunda etapa acontecerá em março. Na lista divulgada, também estão os atletas pré-classificados para a segunda seletiva.


Garantiram vaga na primeira fase da seletiva o campeão do Brasileiro Sênior, campeão do Troféu Brasil 2010, Brasileiro Sub 20 2010, Brasileiro Sub 23 2010, o atleta titular da seleção do Campeonato Mundial Sub 20 2010, além de indicação da Comissão Técnica da CBJ. Nesta primeira fase do processo seletivo, classificam-se dois atletas.


MASCULINO


60kg
Breno Alves (SP)
2ª seletiva


Felipe Kitadai (SP)
2ª seletiva


Allan Kuwabara  (SP)
Classificado
1º Mundial Jr


Daniel Moraes (MG)
Classificado
1º Sub 23 e 1º Brasileiro sênior


Ivan  Sabino  (SP)
Indicação


Eric Takabatake (SP)
Indicação


Phelipe André Pelim (SP)
Indicação




66kg
Leandro Cunha (SP)
2ª seletiva


Alex Wilian Pombo (SP)
2ª seletiva


Vinícius Sakamoto (DF)
Classificado
1º Mundial Jr


João Pedro Macedo (SP)
Classificado
1º Brasileiro Jr


Marcos Seixas (MG)
Classificado
1º Sub 23


Alexandre Lee (SP)
Classificado
1º troféu Brasil


Adriano Araujo (RJ)
Classificado
1º Brasileiro Sênior


Charles Chibana (SP)
Indicação


Ricardo Ayres (RJ)
Indicação


Luis Revite (SP)
Indicação




73kg
Bruno Mendonça (SP)
2ª seletiva


Marcelo Contini (SP)
2ª seletiva


Lucas Almeida (DF)
Classificado
1º Mundial Jr


Igor Pereira (RJ)
Classificado
1º Brasileiro Jr


Tiago Cuissi (SP)
Classificado
1º Sub 23


Carlos Alberto Luz (SP)
Classificado
1º Troféu Brasil


Leonardo Ferreira Luz (SP)
Classificado
1º Brasileiro Sênior


Vitor Penalber (RJ)
Indicação


Felipe Amaro Braga (RS)
Indicação


Moacir Jr (RS)
Indicação


81kg
Nacif Elias (MG)
2ª seletiva


Flávio Canto (RJ)
2ª seletiva


Leandro Guilheiro (SP)
2ª seletiva


Guilherme Cordeiro (RJ)
Classificado
1º Mundial Jr


João Dallagassa (PR)
Classificado
1º Brasileiro Jr


Danilo Gonçalves (SP)
Classificado
1º Sub 23


Felipe Costa (SP)
Classificado
1º Troféu Brasil


Guilherme Luna (RS)
Classificado
1º Brasileiro Sênior


Maicon França (BA)
Indicação


Rodrigo Rocha (RJ)
Indicação




90kg
Hugo Pessanha (MG)
2ª seletiva


Tiago Camilo (SP)
2ª seletiva


Bruno Altoé (BA)
Classificado
1º Mundial Jr


Bruno K. Ferreira (SP)
Classificado
1º Brasileiro Jr


Bruno Ferreira (RJ)
Classificado
1º Sub 23


Rodrigo Luna (RS)
Classificado
1º Troféu Brasil e 1º Brasileiro Senior


Eduardo Santos (RS)
Indicação


Felipe Cesar Oliveira (SP)
Indicação




100kg
Luciano Corrêa (MG)
2ª seletiva


Leonardo Leite (RJ)
2ª seletiva


Jonas Inocêncio (SP)
Classificado
1º Mundial Jr


Felipe Brito (PR)
Classificado
1º Brasileiro Jr


Rafael Buzacarine (SP)
Classificado
1º Sub 23


Renan Nunes (RS)
Classificado
1º Troféu Brasil


Takashi Haguihara Jr (GO)
Classificado
1º Brasileiro Sênior


Alex Aguiar (SP)
Indicação


+100kg
Daniel Hernandes (SP)
2ª seletiva


Walter Santos (RS)
2ª seletiva


Rafael Carlos da Silva ( SP)
2ª seletiva


Daniel P. Sousa (SP)
Classificado
1º Mundial Jr


Luiz Eduardo Carmo (SP)
Classificado
1º Sub 23


Leandro Gonçalves (SP)
Classificado
1º Brasileiro Sênior


João Gabriel Schilltler
Indicação


David Moura (MT)
Indicação


Guilherme Martins (RJ)
Indicação


Gabriel Santos (MG)
Indicação




FEMININO


48kg
Sarah Menezes (PI)
2ª seletiva


Taciana Rezende (RS)
2ª seletiva


Nathália Brigida (MG)
Classificada
1ª Mundial Jr


Mayara Silva (RS)
Indicação


Tamires Silva (SP)
Indicação


Catiere Toledo (SP)
Indicação


Cristiane Pereira (RJ)
Indicação


Daniela Polzin (RJ)
Indicação


52kg
Érika Miranda (MG)
2ª seletiva


Andressa Fernandes (SP)
2ª seletiva


Eleudis Valentim (SP)
Classificada
1ª Mundial Jr


Milena Mendes (SP)
Classificada
1ª Brasileiro Jr


Mayra Gabrielle (MG)
Indicação


Jessica Pereira (RJ)
Indicação


Raquel Lopes (RJ)
Indicação


57kg
Rafaela Lopes (RJ)
2ª seletiva


Ketleyn Quadros (MG)
2ª seletiva


Giullia Penalber (RJ)
Classificada
1ª Sub 23


Flávia Rodrigues (SP)
Classificada
1ª Brasileiro sênior


Josiane Falco (SP)
Indicação


Amanda Ribas (MG)
Indicação


Mariana Barros (SP)
Indicação


Ana Grincevicus (MS)
Indicação


63kg
Mariana Silva (SP)
2ª seletiva


Camila Minakawa (SP)
2ª seletiva


Fernanda Peinado (SP)
Classificada
1ª Mundial Jr


Manoela Braga (RS)
Classificada
1ª Brasileiro Jr


Barbara Timo (RJ)
Classificada
1ª Troféu Brasil


Amanda  Oliveira (PB)
Classificada
1ª Brasileiro Sênior


Laisa Santana (RJ)
Indicação


Danielli Yuri (SP)
Indicação


Katherine Campos (RJ)
Indicação


Karina Oliveira (RJ)
Indicação


70kg
Maria Portela (SP)
2ª seletiva


Helena Romanelli (MG)
2ª seletiva


Nadia Merli (SP)
Classificada
1ª Mundial Jr


Yasmin Valverde (RJ)
Classificada
1ª Sub 23


Glaucia Lima (SP)
Indicação


Nikelli Rossi (SC)
Indicação


Caroline Cunha (RJ)
Indicação


Natália Bordginon (RS)
Indicação


Hayssa Santos(PI)
Indicação


78kg
Mayra Aguiar (RS)
2ª seletiva


Déborah Almeida (RJ)
2ª seletiva


Pamela Ventura (SP)
Classificada
1ª Brasileiro Jr


Steffani Luppetti (SP)
Classificada
1ª Sub 23


Ericka Wergles Cunha (RJ)
Indicação


Samanta Soares (SP)
Indicação


Rosangela Moraes (SC)
Indicação


+78kg
Maria Suellen Althaman (SP)
2ª seletiva


Rochele Jesus Nunes (RS)
2ª seletiva


Claudirene Cesar (SP)
Classificada
1ª Brasileiro Sênior


Aline Puglia (SP)
Indicação


Rafaela Nitz (RS)
Indicação

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

Victor Penalber é bronze na Copa do Mundo da Coréia


Foram dois anos longe dos tatames por suspensão por doping pelo uso de diurético e, apenas 22 dias depois do retorno, o brasileiro Victor Penalber (73kg) voltou a subir no pódio de um evento internacional. Nesta sexta-feira, na Copa do Mundo de Suwon, na Coréia do Sul, Victor faturou com a medalha de bronze. O torneio conta pontos para o ranking olímpico e mundial da modalidade.

Para ficar com a medalha de bronze, Victor Penalber, atleta que faz parte do projeto Time Rio, do Comitê Olímpico Brasileiro, fez uma campanha de cinco lutas, com quatro vitórias por ippon e uma derrota.

Na primeira rodada, Victor venceu o argentino Alejandro Clara, depois passou pelo chinês Chi Hang Wu. Na terceira luta, foi parado pelo sul-coreano Ki-Chun Wang, vice-campeão olímpico e bicampeão mundial, com um wazari. Pela repescagem, o brasileiro venceu o eslovaco Martin Zagorov e, na disputa do bronze, bateu o chinês Liu Wei.

A Copa do Mundo da Coréia é o segundo evento que Victor Penalber disputa após o gancho de dois anos. O retorno aconteceu na última semana no Grand Prix de Abu Dhabi. Na ocasião Victor ficou com a quinta colocação.

Aos 20 anos, Victor Penalber surgiu no cenário internacional em 2007, quando conquistou a medalha de bronze na Copa do Mundo de Belo Horizonte. No mesmo ano, foi vice-campeão mundial por equipes na China. Em 2008, Victor representou o Brasil no Campeonato Pan-Americano de Miami e ficou com a medalha de ouro, além de ser bronze no Campeonato Mundial Sub 20 na Tailândia.

RESULTADOS:
-60 kg:1. Gwang-Hyeon Choi, KOR
2. Tumurkhuleg Davaadorj, MGL
3. Boldbaatar Chimed-yondon, MGL
3. Won-Jin Kim, KOR
5. Sergio Pessoa, CAN
5. Hirofumi Yamamoto, JPN
7. Nabor Castillo, MEX
7. Toru Shishime, JPN
-66 kg:1. Dan Gheorghe Fasie, ROU
2. Jun-Ho Cho, KOR
3. Renwang Liu, CHN
3. Tomofumi Takajo, JPN
5. Jeong-Hwan An, KOR
5. Colin Oates, GBR
7. Bo-Bae Hwang, KOR
7. Sasha Mehmedovic, CAN

73 kg:
1. Ki-Chun Wang, KOR
2. Won-Jung Kim, KOR
3. Hwan Ku, KOR
3. Victor Penalber, BRA
5. Wei Liu, CHN
5. Nicholas Tritton, CAN
7. Adriano Santos, BRA
7. Martin Zagorov, SVK
48 kg:1. Urantsetseg Munkhbat, MGL
2. Seung-Min Shin, KOR
3. Jung-Yeon Chung, KOR
3. Qinqin Mo, CHN
5. Oiana Blanco, ESP
5. Nataliya Kondrateva, RUS
7. Carmen Bogdan, ROU
7. Liudmila Bogdanova, RUS
52 kg:1. Yuki Hashimoto, JPN
2. Laura Gomez, ESP
3. Solongo Baatarsaikhan, MGL
3. Eun-Hyae Lee, KOR
5. Sophie Cox, GBR
5. Kalpana Devi Thoudam, IND
7. Lucie Chytra, CZE
7. Natalia Sinitsyna, RUS

57 kg:
1. Corina Oana Caprioriu, ROU
2. Gemma Howell, GBR
3. Sumiya Dorjsuren, MGL
3. Jan-Di Kim, KOR
5. Andreea Stefania Chitu, ROU
5. Battugs Tumen Od, MGL
7. Morgane Ribout, FRA
7. Guirong Zhu, CHN
63 kg:1. Lili Xu, CHN
2. Da-Woon Joung, KOR
3. Vera Koval, RUS
3. Miku Tashiro, JPN
5. Ja-Young Kong, KOR
5. Marta Labazina, RUS
7. Leilani Akiyama, USA
7. Nyamjargal Mungunshagai, MGL

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aquecimento no Judô - necessário e fundamental ou polêmico?

Resumo

As atividades de aquecimento são utilizadas em todas as atividades esportivas e na dança como preparatórias ou introdutórias à atividade principal. Embora se discuta na literatura qual a melhor forma para "aquecer", parece ser consenso que ativar o organismo com exercícios gerais e/ou específicos antes da atividade principal em situação de treinamento, competição ou lazer é fundamental para um melhor desempenho esportivo e também para evitar lesões (McArdle, 1992; Franchini, 2001). Este artigo se propõe a discutir o aquecimento no contexto específico do judô.

Palavras chave: aquecimento; judô.

Introdução

As atividades de aquecimento são utilizadas em todas as atividades esportivas e na dança como preparatórias ou introdutórias à atividade principal. Embora se discuta na literatura qual a melhor forma para "aquecer" (o termo utilizado na literatura em língua inglesa é "warm up"), parece ser consenso que ativar o organismo com exercícios gerais e/ou específicos antes da atividade principal em situação de treinamento, competição ou lazer é fundamental para um melhor desempenho esportivo e também para evitar lesões (McArdle, 1992; Franchini, 2001). "O aquecimento assegura a passagem do organismo do atleta da tranqüilidade relativa ao estado de trabalho" (Zakharov, 1992, p.238), superando dessa forma a inércia natural do organismo. Entre outros fatores os exercícios de aquecimento alteram: o volume circulante de sangue por minuto, a ventilação pulmonar e o consumo de oxigênio, que somente atingem seu nível máximo cerca de 3-5 min. após o início da atividade (Zakharov, 1992).

Observa-se que no Brasil alguns treinadores subestimam a importância do aquecimento, opinião que coincide com a do Treinador de Judô dos E.U.A. -Master Coach Gerald Lafon, "o período de aquecimento é mais importante do que muitos treinadores e atletas pensam" (Lafon, 1998 p.01). As observações que fizemos nos Jogos Olímpicos de Sydney - 2000 e Campeonato Brasileiro de Judô -2001 parecem indicar que esta é a posição de alguns treinadores brasileiros.

Objetivos e vantagens do aquecimento

Na linguagem corrente dos atletas aquecer significa apenas evitar lesões, no entanto, participar da competição ou treinamento sem o devido aquecimento pode significar chegar ao final do combate com um resultado inferior ao seu potencial. Uma entrada em calor prévia com o aquecimento integral do corpo a uma temperatura ótima para a realização da atividade principal se justifica principalmente por trazer as seguintes vantagens:

a) Passa a existir menos perigo de lesões devido ao aumento da elasticidade do aparelho músculo-ligamentar e da mobilidade das articulações;

b) As reservas energéticas são mobilizadas para a carga que segue;

c) As reações bioquímicas são aceleradas pela atividade das enzimas para poder ressintetizar mais rapidamente a energia necessária para realizar a carga;

d) As funções orgânicas são elevadas à um nível mais favorável de forma que o organismo possa adaptar-se mais rapidamente à carga seguinte;

e) Prepara os processos nervosos para à carga através da repetição de reflexos específicos ao esporte praticado, bem como de ações voluntárias;

f) Prepara o organismo para ativar o metabolismo aeróbico para retardar o cansaço.

Conforme Harre, 2001 em Bases do Treinamento das Capacidades Condicionais editado pela Universidade de Leipzig, estas seriam as principais vantagens de uma entrada em calor adequada. Ainda assim necessita-se estabelecer qual o tipo de atividade e carga de trabalho para a qual os atletas serão submetidos. Isto vai determinar o tipo de atividade que será programada a título de aquecimento para os indivíduos.

Tipos de aquecimento

De acordo com o estabelecido acima o aquecimento pode cumprir diversas funções e portanto deve-se levar em conta: o tipo de atividade principal para a qual estaremos preparando os atletas, o nível dos atletas, seu estágio de preparação, em quanto tempo ele deverá ser submetido aos esforços máximos e ainda características individuais dos atletas como categoria de peso, técnica preferida (Tokui-Waza) etc. Assim um aquecimento antes de uma competição de alto rendimento deve diferir de um aquecimento de treino, bem como uma atividade de aquecimento no início de temporada deve ter intensidade diferente de uma pré competitiva. Outros aspectos importantes a serem considerados são o nível de treino dos atletas, idade dos mesmos, as condições de temperatura e pressão e ainda se for o caso de uma competição se é o aquecimento inicial ou entre combates.
Pode-se dividir os aquecimentos em: Aquecimento (WUP) para competição, WUP de treino e WUP entre combates (a classificação é nossa). Nesse artigo o enfoque será para o WUP competitivo.

Poucos autores se referem a um aquecimento específico para judô, em língua portuguesa encontramos apenas Franchini, 2001 em seu Judô - Desempenho competitivo. Levando em consideração algumas observações feitas por este autor, bem como a escassa bibliografia específica sobre este assunto e ainda, as nossas experiências como treinador e algumas observações em eventos internacionais; sugere-se que um aquecimento siga em linhas gerais os seguintes passos.

Aquecimento de Competição (Inicial)

1) Mobilização articular e alongamento - todas as articulações devem ser trabalhadas ordenadamente de cima para baixo (braços, cintura escapular, tronco, quadril e pernas e pé - 4 a 5 vezes cada) e a amplitude dos movimentos deve ser gradativa, os alongamentos musculares devem seguir uma ordenação e uma metodologia específica; nesta primeira fase do WUP sugere-se apenas a movimentação das articulações e não exercícios que exijam alongamentos sub-máximos; [Tempo aproximado 1-2 min.] Obs: Esta fase é especialmente importante em temperaturas baixas.

2) Aquecimento orgânico (geral) que deve elevar a freqüência cardíaca (F.C.) a pelo menos 120-130 bat./min (isto vai requerer um controle individual do esforço e pode ser feito com corrida, saltitamentos ou exercícios mistos como por exemplo alternar corrida com ukemi e ainda uchi-komi de sombra - Tandoku-renshuo-) [Tempo aproximando 5-8min.];

3) Aumento da temperatura corporal e ativação da via energética anaeróbica lática (AnL)- a intensidade deve aumentar de forma a ativar (exigir) a utilização da fontes de energia AnL, que no judô é predominante no combate (Nunes, 1998; Franchini, 2001). Algumas atividades devem ser propostas com F.C. elevadas próximas de 160 bat/min., são recomendadas atividades específicas de Uchi-komi com variações na intensidade (número de entradas, velocidade e repouso entre as séries). Neste ponto deve-se orientar a atividade de forma que atinja objetivos de preparação das habilidades motoras específicas e individuais, como Uchi-komi do Tokui-waza e em seqüência (Renraku) -parado, em movimento e c/ projeção - após essa fase o atleta já pode executar exercícios de força, velocidade e flexibilidade sub-máximos; [Tempo aproximado 4-6 min.]

4) Ativação da via energética anaeróbica alática através de atividades de explosão de até 6-8 segundos e com intensidade máxima (Uchi-komi de velocidade e ou exercícios mistos de tachi-waza e ne-waza), nesta fase deve-se observar um repouso ativo maior para evitar a fadiga (Beaton 1998, apud Franchini, 2001); [Tempo aproximado 2-3 min.]

5) Ainda quanto as habilidades motoras parece ser importante que sejam executadas algumas habilidades no solo (Katame-komi, viradas e passagens de guarda), disputa de pegada e ações de defesa de forma a ativar os processos nervosos para estes movimentos específicos. [Tempo aproximado 2-3 min.]

6) Finalmente o atleta deve estar preparado psicologicamente para a luta e este fator deve ser levado em conta durante o aquecimento, o que quer dizer que deve-se saber a ordem dos combates e o atleta que luta em primeiro lugar já entra em preparação para o combate, nesse caso o atletas deve antecipar (mentalizar) os seus primeiros movimentos na área de combate levando em consideração inclusive a adaptação de seu jogo com o do adversário -preparação tática.[Tempo aproximado 1-2 min]

7) O aquecimento deve encerrar com uma atividade de relaxamento, nos casos em que o atleta ainda deva esperar algum tempo antes de seu próximo combate ou de ativação individual e massagem quando for participar do combate nos próximos minutos (Zakharov, 1992). [Tempo aproximado 2-3 min.]

A temperatura corporal deve ter sido elevada (1 a 2 graus) de forma que as enzimas sejam ativadas devidamente (Beherend, 1998), isto só é possível com uma intensidade relativamente elevada da carga por um tempo mínimo de aproximadamente 3 a 5 min., alternada por exercícios de recuperação ativa (como ocorre durante uma carga real no combate). Ainda segundo Beherend os valores médios de um pH enzimático para um bom trabalho físico é entre 7,37 e 7,43. (O pH refere-se ao equilíbrio ácido-base do organismo, os valores normais situam-se entre 5,0 e 7,5).

Os resultados de Waldemar Sikorsky e colaboradores (pesquisadores poloneses) indicam que em média em um combate os períodos de ataque não são superiores a 30s. de atividade para 10s. de intervalo. As atividades propostas no aquecimento devem necessariamente incluir as ações que o atleta utiliza predominantemente, Tokui-waza, renraku-waza e também as atividades de ne-waza, pois somente dessa forma atingiremos o objetivo de preparar os processos nervosos para a carga específica - com exercícios específicos Uchi-komi - Nague -komi - kumikata - e Ne-waza pode-se atingir esse objetivo.

Essas são as linhas gerais que acredita-se serem importantes para um aquecimento pré-competição. Sugere-se ainda que em alguns aspectos o aquecimento deva ser individualizado como por exemplo: observar as diferença que existem entre os pesos pesados e os ligeiros e a preferência pelo combate em pé ou no solo, tipos de pegada e postura etc. Um fator muito importante é que todo o aquecimento deveria ser monitorado através observação da F.C. e outras observações individuais como a sudorese, cor e estado geral do atleta, índice de percepção ao esforço (escala de Borg) etc. Quanto aos aspectos psicológicos, enquanto alguns atletas necessitam ser "ativados" (existem técnicas específicas de ativação), outros devem relaxar (utiliza-se métodos de relaxamento) e outros ainda, necessitam de trabalhos específico de concentração, pois o nível de ativação deve ser ótimo e esta é uma resposta geralmente individual.

Padronização de aquecimento

A padronização e monitorização do aquecimento traz diversas vantagens para o treinador e sua equipe. Em primeiro lugar orienta o atleta de forma que assegure que a entrada em calor seja suficiente e ampla com a abrangência necessária conforme o estabelecido no planejamento. Depois de aprendido o aquecimento padrão, e na falta de um preparador físico, este pode ficar ao encargo dos próprios atletas. Seguindo-se as linhas gerais do aquecimento os atletas podem adaptá-los as suas reais necessidades, como Tokui-Waza, peso, condição física atual e o momento real de entrada em combate. Ainda que não possamos contar com um preparador físico específico no evento deve-se orientar/monitorar o aquecimento pela F.C. pelo tempo das atividades propostas e/ou número de repetições de cada exercício. No caso de aquecimentos de treino é recomendável que ele seja variado na sua forma e também na dinâmica para evitar o "stress" mental da repetição constante de uma mesma atividade.

Alguns aspectos devem ser levados em consideração quando se padronizam atividades de grupo, especialmente se esse grupo é de elite. A aceitação do grupo à padronização da atividade, os hábitos individuais dos atletas e as convicções que os atletas trazem dos seus locais de treino/treinadores além das suas experiências anteriores e conceitos pessoais (científicos ou não) sobre qual(is) a(s) atividade(s) mais adequadas para aquele momento pré-competitivo são fatores que devem ser observados ao estabelecer um aquecimento padrão para um determinado grupo.

Indiscutivelmente a entrada em calor pode influir no desempenho dos atletas durante uma competição e os procedimentos adequados "podem auxiliar a não prejudicar o trabalho realizado durante meses" (Franchini, 2001, pág. 215).

Durante a Olimpíada de Sydney observamos o aquecimento de muitas das equipes que participavam do evento e, de um modo geral os (as) atletas executavam exercícios intensos por cerca de 20 a 40 min., sempre sob a orientação de um dos membros da comissão técnica de seus respectivos países. Ao final do mesmo muitos desses atletas participavam de sessões de massagem ou alongamento ou recebiam instruções verbais com breves informações. Esta também é a recomendação de Zakharov, 1992. A equipe do Brasil em pelo menos uma ocasião chegou ao local de aquecimento (ante-sala do ginásio onde se realizou a competição em Darling Harbour) a cerca de 20 min. antes do início da competição, quando a maior parte dos (as) atletas já estavam encerrando o seu aquecimento. Segundo a declaração de uma das atletas que representou o Brasil naquele evento ela (a atleta) entrou no local de competição um ginásio com mais de 7000 lugares pela primeira vez no momento em que foi chamada para o primeiro combate. Este tipo de procedimento pode ter influenciado decisivamente o seu desempenho no combate já que não só um aquecimento inadequado, mas especialmente a sua preparação psicológica e concentração não receberam a devida atenção por parte dos treinadores.

Segundo Zakharov "é conveniente começar o aquecimento para as competições com 40 minutos até uma hora e 20 minutos de antecedência" (Zakharov, 1992, p. 240). O mesmo autor também refere que o intervalo ótimo de prontidão para o início da atividade principal não deve ser superior a 15 minutos após o aquecimento. Deve-se levar em consideração também que o atleta necessita recuperar-se por completo após o término do aquecimento e ainda que "o sentimento subjetivo que o desportista tem durante o aquecimento e após o fim deste constitui o principal critério de prontidão do desportista para a partida." (Zakharov, 1992, p. 240).

Finalizando, após o encerramento do aquecimento, parece ser importante que não ocorram perdas de calor. Os atletas devem vestir seus agasalhos, meias e até toalhas em torno do pescoço de forma a manterem por mais tempo o estado atingido. Dependendo da temperatura ambiente esses cuidados são essenciais entre os combates e a utilização de luvas e gorros são muito recomendáveis pois as perdas de calor ocorrem principalmente pelas extremidades. Sugere-se que os atletas bebam líquidos isotônicos após o aquecimento e entre os combates de forma a evitar a desidratação e perdas de sais minerais.

Referências Bibliográficas

1) BORG, Gunnar. Escalas de Borg para a dor e o esforço percebido. 1.ed. São Paulo: Manole, 2000. 115 p.

2) FEDERATION FRANCAISE DE JUDO ET JU-JITSU KENDO ET DISCIPLINES ASSOCIEES. Judo et entrainement physique. 2ed (796.853.23:37 - F293J -2ed)

3) FRANCHINI, Emerson. JUDÔ:Desempenho Competitivo.1.ed.Barueri:Manole, 200. 254p.

4) HARRE, Dietrich. Bases del Entrenamiento de las Capacidades Condicionales: Lectura para el curso internacional de entrenadores Teoria general de entrenamiento y movimiento (ABTW). Leipzig: Universität Leipzig, 2001. 115p.

5) LAFON, Gerald. Principles of Warm Ups. Disponível em: http://www.judoamerica.com/coaches/warmup.shtml Acessado em 20/09/2001

6) McARDLE, W. et all. Fisiologia do exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 1992. 510p.

7) NUNES, A. V. Avaliação de atletas do Judô com alto rendimento: Perfil da seleção gaúcha -1997. Porto Alegre. Universidade Federal do Rio grande do Sul, Escola de Educação Física, 1998. 167p. (Dissertação de Mestrado).

8) ZAKHAROV, A. & GOMES, A. C. . Ciência do Treinamento Desportivo. 1 ed. Rio de Janeiro: Palestra, 1992. 338p.






POR: ALEXANDRE VELÍ NUNES


NUNES, Alexandre Velí; Aquecimento no Judô - necessário e fundamental ou polêmico? Revista virtual EFArtigos - Natal/RN - volume 02 - número 08 - agosto – 2004

DANIEL HERNANDES PARTE PARA A ÁSIA SONHANDO COM LONDRES/2012



Depois de cirurgia, judoca da Equipe Banco Cruzeiro do Sul quer voltar a somar pontos no ranking mundial, que vai definir os classificados para a Olimpíada

Daniel Hernandes, da Equipe Banco Cruzeiro do Sul, embarca nesta terça-feira para a Ásia em busca de pontos no ranking mundial, que vai definir os judocas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Em junho, Daniel, da categoria pesado (+ 100kg), teve de passar por cirurgia para corrigir rompimento de tendão do ombro esquerdo, sofrido na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Judô.

Ficou afastado dos tatames por cerca de cinco meses e só voltou a lutar no último dia 20, em São Paulo, no Beneméritos, campeonato por equipes em que venceu seus três adversários por ippon e ajudou o Pinheiros a derrotar o Minas Tênis Clube. Para Daniel, o torneio serviu para "quebrar o gelo" depois de tanto tempo sem lutar, já pensando nas competições que vai disputar na Ásia.

"Enfrentei um ritmo bem forte no Beneméritos e o ombro está ótimo", diz Daniel. "Deu para sentir toda a adrenalina de uma competição. O treinamento que tinha feito no Rio na semana anterior ao torneio, com os seis melhores pesados do Brasil, e o fato de ter voltado a lutar me dão confiança para as competições internacionais."

O primeiro desafio de Daniel na Ásia será a etapa da Copa do Mundo da Coreia, em Suwon, dias 3 e 4 de dezembro. Em seguida, vai disputar o Grand Slam de Tóquio, de 11 a 13, e o Grand Prix da China, dias 17 e 18. "Estou bem treinado, confiante. A velocidade no ritmo de luta aumentou e quero competir o mais que puder agora que estou voltando", afirma o judoca.

"Sei que o nível lá fora é alto. Mas vou para somar o maior número possível de pontos, fazer o maior número de lutas que eu puder. Meu sonho olímpico está de pé e vou fazer de tudo para torná-lo realidade", garante Daniel, que já traça planos para 2011. "Em janeiro tem o Masters, no Azerbaijão (dias 15 e 16, em Baku), com os 16 primeiros do ranking. Quero muito participar e, para isso, tenho de ficar entre os 16 primeiros da minha categoria." Pelo ranking divulgado no dia 25 pela Federação Internacional de Judô, Daniel ocupa a 16ª posição entre os pesados.

Na Copa do Mundo, a medalha de ouro significa 100 pontos; a de prata, 60; e a de bronze, 40. No Grand Slam, 300 (ouro), 180 (prata) e 120 (bronze). No Grand Prix, 200 (ouro), 120 (prata) e 80 (bronze).

Daniel Hernandes é atleta do Clube Pinheiros e também faz parte da equipe do Banco Cruzeiro do Sul.

 
POR: HELENI FELIPPE
FONTE: JUDÔ PAULISTA

Brasil ganha cinco novos árbitros FIJ B


O Brasil ganhou neste fim de semana, durante o Campeonato Brasileiro Sênior de Uberlândia, mais cinco árbitros da categoria Continental FIJ B. No evento, diretor de arbitragem da Confederação Pan-Americana de Judô, Júlio Clemente, e o membro da Comissão de Arbitragem da CPJ, Vicente Nogueroles, aplicaram um exame e os candidatos tiveram 100% de aprovação.

Foram aprovados Edimilson Vieira Jinkings (RJ), Júlio César Lapa (RJ), Antônio Carlos Esmi (MS), Antônio Carlos Nabuco (BA) e Michel de Oliveira Gomes (GO).

"A arbitragem brasileira é considerada uma das melhores do mundo e o Júlio Clemente achou o desempenho dos candidatos muito bom. Eles estiveram seguros durante todo o exame e a aprovação foi merecida", diz José Pereira, presidente do Conselho Nacional de Arbitragem.

Com estes cinco novos FIJ B, o Brasil agora tem 32 árbitros nesta categoria.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Prata em Abu Dhabi, Érika entra para o Top 10 do ranking mundial


A medalha de prata conquistada no Grand Prix de Abu Dhabi colocou Erika Miranda (52kg) de volta no Top 10 do ranking mundial e olímpico da Federação Internacional de Judô. Erika ocupa a 10ª posição na lista, com 606 pontos.

Leandro Guilheiro (81kg), segue como o brasileiro mais bem colocado na lista. Leandro ocupa a terceira colocação em sua categoria.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

domingo, 28 de novembro de 2010

Edinanci dedica título aos marinheiros em ação nos confrontos no RJ


O Campeonato Brasileiro Sênior 2010, principal e mais importante competição adulta do cenário nacional, terminou neste domingo (28) em Uberlândia (MG), com alguns dos grandes nomes do judô brasileiro. Dona de duas medalhas em mundiais, Edinanci Silva confirmou o favoritismo e faturou a categoria meio-pesado (78kg). No quadro geral de medalhas, São Paulo ficou com a primeira colocação no masculino e feminino, seguido pelo Rio Grande do Sul.

Após a conquista, Edinanci dedicou o título aos marinheiros que participam do confronto contra traficantes no Rio de Janeiro. Atleta da Marinha, a judoca venceu na decisão Erika Cunha, do Rio de Janeiro, por ippon.

"Todas as meninas que atualmente fazem parte da equipe que vai representar a Marinha nos Jogos Mundiais Militares de 2011 ficaram muito emocionadas com a coragem desses verdadeiros heróis. Este ouro é para todos os marinheiros que estão fazendo tanto pela população", diz, Edinanci, que voltou a afirmar que não pensa mais na seleção brasileira. "Meu objetivo é ajudar o Brasil nos Jogos Militares, mas fico feliz em ainda conseguir impor meu judô. Fiz três competições na última semana e venci todas. A minha categoria na seleção brasileira está em ótimas mãos com a Mayra Aguiar".

Ainda sobre Mayra, Edinanci destacou que a gaúcha já realizou um dos seus sonhos.

"É uma honra imensa ter deixado a seleção em boas mãos. Há alguns anos atrás me chateava porque, se eu parasse, não teria alguém que desse continuidade. E isso foi o que aconteceu na transição que eu vivi com a Soraya André. Ela foi a pioneira e me senti na obrigação de superar todos os resultados dela. Fico muito feliz em ver a Mayra realizando um pouco dos sonhos que eu tinha quando estava na seleção, como, por exemplo, ser finalista num mundial", diz.

Edinanci também ressaltou que está vivendo num momento especial na sua vida.

"Eu me planejei e meus objetivos são outros. Em 2011 vou começar a faculdade de Educação Física e, se tudo der certo, daqui a quatro anos vou estar com o canudo debaixo do braço. E não quero exercer a profissão com 50 anos de idade", conta, rindo. "Estou muito orgulhosa com o meu papel atualmente no esporte e feliz com a minha nova realidade".

A gaúcha Taciana Lima (48kg), atleta da seleção brasileira de judô, ressaltou a importância de os principais atletas do país disputarem o Brasileiro.

"Quem ganha é o judô. Eu gosto muito de competir e também é uma oportunidade de poder observar o que é preciso melhorar. Ser campeã brasileira vale muito, abre portas", afirma Taciana Lima, que venceu pela sétima vez a competição.

Atleta de Minas Gerais, Daniel Moraes (60kg) ressaltou a importância da descentralização dos eventos de judô.

"O judô é um esporte educativo e quanto mais for divulgado melhor. Com certeza um garoto que viu o Brasileiro pode procurar uma academia de judô e um dia estar no nosso lugar", diz Daniel.

Uma das surpresas da competição foi a vitória de Claudirene César na categoria pesado (+78kg). A paulista voltou a competir após um período de quase um ano.

"É bom voltar. Com esse resultado eu garanto vaga na seletiva da seleção e vou buscar com toda garra meu lugar na equipe. Claro que ainda estou passando por um período de adaptação a esta nova categoria, mas estou confiante", afirma Claudirene.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

Resultado do último dia do Campeonato Brasileiro de Judô 2010



SÊNIOR - FEM // MEIO-PESADO, -78KG
1º. EDINANCI FERNANDES SILVA - SP
2º. ERICKA WERGLES CUNHA - RJ
3º. JESSICA PEREIRA SOARES - MS
3º. ROSANGELA L DE MORAES - SC
5º. SILVIA MARIA SILVA - BA
5º. CLENICE COSTA GOMES - GO

SÊNIOR - FEM // PESADO, +78KG
1º. CLAUDIRENE MARIA CESAR - SP
2º. RENATA CRISTINA JANUARIO - RJ
3º. ROBERTA ROCHA DE LUCENA - PB
3º. BRUNA LUISA GONÇALVES - PR
5º. ANGELITA M SASSI - SC
5º. ROCHELE JESUS NUNES - RS


SÊNIOR - MASC // MEIO-PESADO, -100KG
1º. TAKASHI HAGUIHARA JR - GO
2º. ROGERIO VALERIANO SANTOS - SP
3º. LUCAS DA COSTA URTIGA - DF
3º. OSVALDO PEREIRA - RJ
5º. MARCO A DE M CRUZ - SC
5º. GERSON PEREIRA JUNIOR - MS

SÊNIOR - MASC // PESADO, +100KG
1º. LEANDRO GONÇALVES - SP
2º. GUILHERME MARTINS SILVA - RJ
3º. FRANCINALDO M SEGUNDO - PI
3º. GABRIEL OLIVEIRA SANTOS - MG
5º. RAFAEL MARCON BRITO - PR
5º. WILLIANS F DA S JACQUES - SC

FONTE: NOTÍCIAS CBJ



Deixo aqui os parabéns do Judô Brasil em Ação a Confederação Brasileira de Judô pela brilhante organização do evento que tanto promove o judô brasileiro com seriedade e comprometimento.



Marcelo Vaz
Fundador
Judô Brasil em Ação