quarta-feira, 9 de março de 2011

Mulheres que competem nos tatames provam que garra e vaidade andam juntas

Por Ananda Rope - Correio Braziliense

Monique Renne/CB/D.A Press
A pedido do Correio, as meninas, com os uniformes característicos de suas modalidades, foram ao salão colocar a vaidade em dia: delicadeza contra o preconceito
A idéia de que a mulher não tem força suficiente para lutar e tem vaidade demais para abrir mão de caprichos pelo esporte é antiga e já não convence mais. No Dia Internacional da Mulher, as atletas Camila Côrte, 20 anos, e Isadora Pereira, 15, afirmam que ainda existe preconceito, por mais surreal que possa parecer, mas que lutam para acabar com o estigma. Carateca desde os 12, Camila sempre gostou de se embelezar e levou isso para o esporte. Hexacampeã brasileira, vice-campeã sul-americana e bronze no Pan-Americano de Caratê, ela se prepara para disputar o Mundial da modalidade no ano que vem. Entre competições e treinos diários, a atleta não deixa de lado os cuidados com a imagem, que chegam a R$ 500 por mês.

“São gastos com cremes de hidratação, já que passo chapinha nos cabelos todos os dias, manicure e pedicure, maquiagem à prova d'água. Não abro mão desses cuidados. Tem gente que nem acredita que sou carateca. Assim como eu, outras atletas também gostam de se arrumar. Ainda associam o esporte à masculinidade e a gente procura mudar essa imagem. Acredito que, com o tempo, as pessoas entenderão que vaidade não está ligada à força e ao potencial”, torce a atleta, que não sobe ao pódio sem dar uma conferida no espelho.

Conformada em não poder visitar o salão de beleza com a mesma frequência de Camila, a judoca Isadora Pereira confessa que aproveita as férias para deixar as unhas crescerem e pintá-las. “Como o judô é uma luta de pegada, não dá para ter frescura com as unhas. Elas devem estar sempre curtas e só. Prendo o cabelo para treinar e o suor deixa o cabelo molhado e marcado, por conta do prendedor. A única vaidade acaba sendo o cabelo. Lavo e escovo sozinha todos os dias e, no fim do processo, passo uma chapinha. Maquiagem fica do lado de fora do tatame. Uso sempre rímel, delineador e lápis nos olhos, mas só para ir ao colégio”, diz.

Ela, que vestiu o quimono pela primeira vez aos 10 anos, confessa que ficou mais vaidosa depois que entrou para o judô. Prova de que os cuidados não influenciam no rendimento dentro do shiai-jô (área de luta), Isadora coleciona títulos como campeã sul-americana juvenil, vice-campeã brasileira escolar, bicampeã regional e se prepara para representar o Brasil no Circuito Europeu Juvenil, em abril. “Por ser mais masculino, quis mostrar que eu era menininha. Dentro do tatame “viro” homem, porque me desligo de qualquer vaidade e foco na luta. Não dá para ficar cheia de cuidados e esquecer do principal, que é o confronto.” O pai confirma: “Quando ela começou era bem moleca.

Ela entrou no judô com o intuito de competir com o irmão. Ela não tinha tanto cuidado com a imagem e com o tempo trabalhamos isso nela. Não pode perder a feminilidade.”

Tão cuidadosas com as madeixas, as duas comentam as limitações que praticantes das artes marciais do sexo feminino enfrentam. “O cabelo não pode ser muito curto para não ficar difícil de prender. A franja não pode estar grande para não cair no rosto e atrapalhar na hora da luta”, lembra Camila. “Não é permitido usar adereços metálicos, como grampos e presilhas nos cabelos para evitar que a adversária se machuque. Brincos, pulseiras e colares ficam de fora do tatame”, completa Isadora. E mesmo com tantas negativas, a resposta das duas sobre se todas essas proibições as desanimam no esporte, é a mesma: não.



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Women who compete on the mats prove that claw and vanity go hand in hand

The idea that women do not have enough strength to fight and has too much pride to give up the sport of caprice is already old and no longer convincing. On International Women's Day, the athletes Camille Corte, 20, and Isadora Pereira, 15, say there's still prejudice, however it may seem surreal, but fighting to end the stigma. Karate since he was 12, Camille always liked to embellish and took it for the sport. Hexacampeã Brazilian runner-up South American and bronze in the Pan-American Karate, she prepares to compete in the World of the sport next year. Enter competitions and daily training, the athlete does not leave aside the treatment with the image that comes to $ 500 per month. 

"They are spending hydrating creams, as they step in the hair flat iron every day, manicure and pedicure, makeup waterproof. I do not give such care. There are people who do not believe I'm karateka. Like me, other players also like to dress up. Still associate the sport with masculinity and we try to change that image. I believe that, over time, people will realize that vanity is not linked to the strength and potential, the athlete twists, which does not reach the podium without taking a look in the mirror. 

Resigned to not be able to visit the salon with the same frequency of Camilla, judoka Isadora Pereira admits that leverages the holidays to let your nails grow and paint them. "As judo is a struggle for grip, you can not have freshness on the nails. They should always be short and only. Hold the hair to train and sweat leaves your hair wet and marked, due to the catch. The only vanity ends up being the hair. I wash and brush alone all day and at the end of the process, step one chap. Makeup is outside the mat. I always use mascara, eyeliner and eye pencil, but only to go to college, "he says. 

She, who wore a kimono for the first time at age 10, admits that he was more vain after he joined the judo. Proof of that care do not influence the income within the Shia-jo (fight area), Isadora collects titles like South American champion juvenile, runners-up Brazilian school, regional and twice champion prepares to represent Brazil in the European Circuit Juvenile in April. "By being more masculine, I wanted to show that I was a little girl. Within the mat "turn" man, because I get out of any vanity and focus on the fight. You can not stay full of care and forget the main, which is confrontation. "The father confirms:" When she started was very tomboyish.

She entered the judo in order to compete with his brother. She did not much care to the image and the time that it worked. Can not lose their femininity. " 

So careful with the locks, the two comment on the limitations that practitioners of martial arts female face. "The hair can not be too short to not be difficult to hold. The fringe can not be great not to fall in the face and hinder fight time, "recalls Camilla. "You can not use metal props, such as staples and clips in their hair to prevent the opponent gets hurt. Earrings, bracelets and necklaces are off the mat, "he adds Isadora. And even with so many negative, the response of two on all these prohibitions discourage them in the sport, is the same: no.

Judoca campeão olímpico assina com Strikeforce

O japonês Satoshi Ishii fará sua estreia no evento norte-americano dia 1 de abril contra Scott Lighty

Por Eduardo Oliveira, iG São Paulo

O campeão olímpico de judô Satoshi Ishii foi anunciado nesta segunda-feira como novo contratado do Strikeforce. O japonês já tem, inclusive, data e adversário definido para estreia em território norte-americano. O faixa-preta enfrentará Scott Lighty no Strikeforce Challengers 15, evento que acontece dia 1 de abril, em Stockton, na Califórnia, Estados Unidos.
Ishii, que conquistou a medalha de ouro na categoria acima de 100kg nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, debutou no MMA em dezembro de 2009, quando foi derrotado pelo compatriota Hidehiko Yoshida. Desde então, Satoshi voltou ao ringue em quatro oportunidades e venceu em todas as apresentações. Em seu último confronto derrotou o francês Jerome Le Banner, na decisão unânime dos juízes.
O Strikeforce Challengers 15 trará como atração principal o confronto entre o brasileiro Rodrigo Damm diante do norte-americano Justin Wilcox. Confira abaixo o card parcial do evento:
Justin Wilcox x Rodrigo Damm
Satoshi Ishii x Scott Lighty
David Douglas x Caros Fodor

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Olympic champion judoka signs with Strikeforce

Japan's Satoshi Ishii will make his debut in the event the U.S. on April 1 against Scott Lighty
Olympic judo champion Satoshi Ishii was announced Monday as the new hire Strikeforce. The Japanese already have, including date and opponent set to debut in U.S. territory. The black belt will face Scott Lighty Strikeforce Challengers 15, an event that happens on April 1, in Stockton, California, United States.
Ishii, who won the gold medal in the category above 100kg at the Beijing Olympics in 2008, debuted in MMA in December 2009, when he was defeated by compatriot Hidehiko Yoshida. Since then, Satoshi returned to the ring on four occasions and won in all presentations. In their latest confrontation beat Frenchman Jerome Le Banner, the unanimous decision.
Strikeforce 15 Challengers will headlining the confrontation between Rodrigo Damm before the American Justin Wilcox. Check below the card part of the event:
Justin Wilcox x Rodrigo Damm
Satoshi Ishii x Scott Lighty
David Douglas x Carlos Fodor

Brasil nota 10 no Sul-Americano! Dez ouros, duas pratas e um bronze

Por Notícias CBJ



A seleção brasileira conquistou na noite deste domingo (6), em Guayaquil (ECU), 13 medalhas no Campeonato Sul-Americano de Judô, sendo dez de ouro, duas de prata e uma de bronze. O país manteve a hegemonia continental e ficou na primeira colocação no quadro geral de medalhas do evento.

Somando as medalhas da Copa Pan-Americana, o Brasil encerra a campanha no Equador com 17 ouros, cinco pratas e três bronzes.

O Brasil foi ouro com Taciana Lima (48kg), Andressa Fernandes (52kg), Ketleyn Quadros (57kg), Mariana Silva (63kg), Daniel Moraes (60kg), Marcelo Contini (73kg), Nacif Elias (81kg), Rodrigo Luna (90kg), Alex Aguiar (100kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg). As duas pratas vieram com Maria Portela (70kg) e Maria Suellen Altheman (+78kg). Já o bronze foi conquistado por Luis Revite (66kg).

"Tivemos uma campanha muito boa e conseguimos o mais importante, que é manter a hegemonia do Brasil no continente. O masculino contou com uma equipe mesclada com atletas novatos e experientes. O Daniel Moraes, que fez aqui a sua estreia na seleção, mostrou muita personalidade", diz o técnico da equipe masculina, Mário Sabino.

Para o técnico da equipe feminina, Carlos Hespanha, O Brasil confirmou a sua força.

"A campanha foi realmente muito boa, principalmente após termos tido um desempenho tão bom na Copa Pan-Americana. O Sul-Americano foi um evento de bom nível, com um número significativo de inscritos e onde as principais adversárias das brasileiras estavam presentes", afirma Hespanha.

Na categoria até 48kg, Taciana Lima venceu na decisão a colombiana Luz Alvarez por wazari (três punições). Na semifinal, Taciana superou a medalhista olímpica Paula Pareto, da Argentina. Andressa Fernandes (52kg) superou por uma punição no golden score a argentina Oritia Gonzalez. A medalhista olímpica Ketleyn Quadros (57kg) também superou uma hermana na final: vitória por yuko sobre Melissa Rodrigues. Numa disputa de todos contra todos, Mariana Silva (63kg) ficou com a medalha de ouro ao computar quatro vitórias, sendo três por ippon.

No masculino, Daniel Moraes, calouro da equipe brasileira, voltou a subir no lugar mais alto do pódio, desta vez batendo na decisão, por ippon, o equatoriano José Romero. Na categoria até 73kg, Marcelo Contini ficou com o ouro depois de vencer por ippon o colombiano Derian Castro. Na categoria até 81kg, Nacif Elias ficou com o ouro ao bater na decisão, por ippon, o colombiano Pedro Castro. No médio (90kg), Rodrigo Luna foi campeão ao vencer por ippon o chileno Rafael Romo. Alex Aguiar (100kg), ficou com o ouro ao superar, também por ippon, o venezuelano Albenis Rosales. Com um ippon, João Gabriel Schlittler foi campeão entre os pesados (+100kg) com vitória sobre o colombiano Luis Salazar.

Na categoria até 70kg, Maria Portela disputou um sistema de todos contra todos e ficou com a segunda colocação, com três vitórias e uma derrota. Maria Suellen (+78kg) garantiu a prata com o mesmo desempenho.

Com um ippon em Alejandro Zuga, do Chile, Luis Revite (66kg) garantiu o bronze para o Brasil.

Medalhas do Brasil no Campeonato Sul-Americano

OURO: Taciana Lima (48kg), Andressa Fernandes (52kg), Ketleyn Quadros (57kg), Mariana Silva (63kg), Daniel Moraes (60kg), Marcelo Contini (73kg), Nacif Elias (81kg), Rodrigo Luna (90kg), Alex Aguiar (100kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg).

PRATA: Maria Portela (70kg) e Maria Suellen Altheman (+78kg).

BRONZE: Luis Revite (66kg).

Confira em PDF as chaves completas do evento. 



-44Kg
-48Kg
-52Kg
-55Kg
-57Kg
-60Kg
-63Kg
-66Kg
-70Kg
-73Kg
-78Kg
-81Kg
-90Kg
-100Kg
+78Kg

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Brazil note in 10 South American Championship! Ten golds, two silvers and a bronze

The Brazilian team won on Sunday evening (6), Guayaquil (ECU), 13 medals at the South American Championship of Judo, with ten gold, two silver and one bronze. The country maintained the continental hegemony and stayed in first place in the medals table of the event.
Adding up the medals of the Pan-American Cup, Brazil ended the campaign in Ecuador with 17 golds, five silvers and three bronzes.
Brazil was gold with Taciana Lima (48kg), Andressa Fernandes (52kg), Ketleyn Quadros (57kg), Mariana Silva (63kg), Daniel Moraes (60kg), Marcelo Contini (73kg), Nacif Elias (81kg), Rodrigo Luna ( 90kg), Alex Aguiar (100kg) and João Gabriel Schlittler (+100 kg). The two bucks came with Maria Portela (70kg) and Maria Suelen Althemam (+78 kg). But the bronze was won by Luis Revite (66kg).
"We had a very good campaign and got the most important, which is to maintain the hegemony of Brazil in the continent. The male had a team mixed with novices and experienced athletes. Daniel Moraes, who made his debut here in the selection, showed much personality, "says the coach of the men's team, Mario Sabino.
For the women's team coach, Carlos Spain, Brazil has confirmed its strength.
"The campaign was really good, especially after we had as good a performance at the Pan American Cup. The South American event was a good level, with a significant number of members and where the main adversaries of the Brazilians were there," says Spain.
In the 48kg category, Taciana Lima won the decision by the Colombian Luz Alvarez wazari three (punishment). In the semifinals, overcame Taciana Olympic medalist Paula Pareto of Argentina. Andressa Fernandes (52kg) topped by a golden score in the punishment Argentina Orit Gonzalez. Olympic medalist Ketleyn Quadros (57kg) also overcame the final hermana: yuko win over Melissa Rodriguez. In a contest of all against all, Mariana Silva (63kg) won the gold medal in computing four wins, three by ippon.
In the men, Daniel Moraes, Brazilian freshman team, again on the highest place of the podium, this time slamming the decision by ippon, the Ecuadorian Jose Romero. In the category up to 73kg, Marcelo Contini took gold after winning by ippon Colombian Derian Castro. In the category up to 81kg, Nacif Elias took gold by beating the decision by ippon, the Colombian Pedro Castro. In the Middle (90kg), Rodrigo Luna was champion by ippon to win Chile's Rafael Romo. Alex Aguiar (100kg) won gold by beating, also by ippon, the Venezuelan Albeni Rosales. With an ippon, Joao Gabriel Schlittler was a champion heavyweight (+100 kg) with victory over Colombian Luis Salazar.
In the 70kg category, Maria Portela played a system of all against all and took second place with three wins and one defeat. Mary Suellen (+78 kg) secured the silver with the same performance.
With an ippon in Zuga Alejandro, Chile, Luis Revit (66kg) secured the bronze for Brazil.
Users of Brazil in South American Championship
GOLD: Taciana Lima (48kg), Andressa  Fernandes (52kg), Ketleyn Quadros (57kg), Mariana Silva (63kg), Daniel Moraes (60kg), Marcelo Contini (73kg), Elias Nacif (81kg), Rodrigo Luna (90kg) Alex Aguiar (100kg) and Joao Gabriel Schlittler (+100 kg).
SILVER: Maria Portela (70kg) and Mary Suellen Altheman (+78 kg).
BRONZE: Luis Revit (66kg).