terça-feira, 30 de agosto de 2011

Medalhas no Mundial não escondem erros do judô rumo a Londres

Carlos Bortole, especial para o iG, em Paris



Mulheres tiveram desempenho melhor que os homens em Paris, mas também precisam intensificar a preparação até 2012


O Brasil encerrou sua participação no Campeonato Mundial de Judô com um saldo bastante positivo no cômputo geral de medalhas. Mas precisar corrigir pontos falhos apresentados nestes seis dias de lutas nos tatames do Palais Ominisports Bercy, em Paris, caso pretenda chegar com chances reais de vitória nas Olimpíadas de Londres, em 2012. A direção e a comissão técnica da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) sabem que precisarão fazer ajustes nesta preparação.
Na véspera do início do Mundial, ainda nos salões da prefeitura de Paris, onde ocorreram os sorteios das chaves, o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, cravou que 90% do time brasileiro para os Jogos Olímpicos de Londres poderiam ser conhecidos após o Mundial. Com o fim do torneio, a previsão não se concretizou. Garantiram vagas e boas colocações no ranking - importante para os sorteios das chaves nas Olimpíadas - apenas cinco atletas: Leandro Cunha, Leandro Guilheiro, Sarah Menezes, Rafaela Silva e Mayra Aguiar. Ou seja, menos de 50% do time.
Sinal amarelo
No masculino, o sinal de alerta foi ligado. Apesar da prata de Leandro Cunha e do bronze deLeandro Guilheiro, o desempenho da equipe esteve aquém do esperado. A performance de Cunha foi a mais equilibrada de todo o time nacional. Consistente, mostrou uma boa variedade de golpes e um excelente preparo físico. Já Guilheiro, mesmo muito superior técnica e fisicamente à grande maioria de seus rivais (apenas o coreano Jae-Bim Kim está um pouco acima de seu nível), teve imensas dificuldades de desenvolver seu melhor judô. Mas, mesmo assumindo ter estado em um mau dia, o brasileiro foi terceiro do mundo.

Foto: FotocomAmpliar
Leandro Guilheiro lamenta derrota na semifinal para o montenegrino Srdjan Mrvaljevic
Na sala de imprensa, Guilheiro tentou encontrar uma resposta para seu baixo desempenho. Reclamou de cansaço e excesso de competições, mas afirmou que ainda não tinha encontrado a resposta definitiva.
Os médiosTiago Camilo e Hugo Pessanha e os pesados Rafael Silva e Daniel Hernandez, nomes conhecidos em suas categorias e bem colocados no ranking, tiveram atuações abaixo da crítica. Tiago esteve longe de seus melhores momentos. Contra o ucraniano Valentin GreKov, nas oitavas de final, vencia por yuko quando foi projetado por wazari. Demonstrando cansaço, não conseguiu reverter o resultado. Pessanha, que venceu suas três primeiras lutas contra adversários desconhecidos, foi presa fácil para o grego Ilias Iliadis. Nesta categoria médio, Iliadis está sobrando há tempos.
Os pesados Rafael Silva e Daniel Hernandez tiveram destinos parecidos. Ambos perderam por ippon para os franceses Mathieu Battaille e Teddy Riner. Lentos e com pouca iniciativa, não colocaram obstáculos aos rivais europeus. O mesmo ocorreu com o meio-pesado Luciano Corrêa, que mesmo tendo ficado afastado dos tatames por cinco meses no início do ano, devido a uma cirurgia no ombro, não entrou no tatame do Palais de Bercy. Apático, foi derrotado pelo georgiano Irakli Tsirekidze após sofrer quatro punições consecutivas.
Leo Leite, outro meio-pesado brasileiro, teve um bom sorteio de chave, mas, quando se deparou com um adversário um pouco mais quailificado, sucumbiu sem maiores dificuldades. O ligeiro Felipe Kitadai e o leve Bruno Mendonça também não foram bem. As vitórias nas primeiras rodadas não foram suficientes para levá-los adiante na competição. Os dois mostraram que ainda estão longe dos destaques de suas categorias e que terão que trabalhar duro até julho de 2012. Kitadai precisa adquirir força física para encarar os judocas do leste Europeu, e Bruno terá que subir alguns degraus em sua capacidade técnica para se igualar aos japoneses e coreanos.
A sombra encobriu o sol
Nos últimos 30 anos, desde que as mulheres brasileiras começaram a participar de torneios internacionais, ouvia-se o mantra de que elas viviam à sombra do judô masculino. Resultados isolados, como os títulos pan-americanos de Soraia André e Monica Angelucci, na década de 80, ou as primeiras medalhas em Mundiais com Danielle Zangrando, em 95, e Edinanci Silva, em 97, não animavam nem os mais otimistas dos torcedores. Foi preciso muita persistência e uma mudança drástica de atitude para que este quadro perverso se encerrasse e o judô feminino entrasse em um novo ciclo, vitorioso e promissor.

Foto: Reuters
Sarah Menezes vibra ao ganhar primeira medalha do Brasil no Mundial: bronze na categoria até 48 kg
Neste Mundial, pela primeira vez na história, as mulheres tiveram resultados superiores aos homens. Foram três medalhas, sendo uma de prata, com Rafaela Silva, e duas de bronze, com Sarah Menezes e Mayra Aguiar. Atletas que já vinham contabilizando expressivos resultados nas últimas duas temporadas, Sarah, Rafaela e Mayra demonstraram amadurecimento e personalidade suficientes para credenciá-las ao topo do pódio olímpico no ano que vem.
Jovens – Sarah tem 21 anos, Mayra, 20 anos, e Rafaela, 19 anos –, elas estão muito bem posicionadas no ranking mundial. Ao lado da meio-leve Erika Miranda, seguirão para treinamentos no Japão entre os dias 22 de novembro e 15 de dezembro, já que a dificuldade em enfrentar atletas asiáticas ficou patente neste Mundial.
Por outro lado, a meio-médio Mariana Silva, a médio Maria Portela e a pesado Maria Suellen Altheman ainda estão alguns degraus abaixo de suas companheiras e terão um longo caminho pela frente. Primeiro, precisam garantir a vaga olímpica e melhores colocações no ranqueamento. Paralelamente, dependem de muito treino e dedicação para surpreenderem em Londres.
Mayra Aguiar resumiu bem o momento do judô feminino, após ser questionada se esta nova fase era um caminho sem volta: “Não tem volta. É daqui pra frente”.
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Users do not hide errors in the World Judo for London 
Women did better than men in Paris, but also need to intensify preparations by 2012

Brazil ended its participation in the World Judo Championships with a very positive balance in the overall medals. But you need to correct weak points presented in these six days of fighting on the mats Ominisports Bercy Palais in Paris, if you want to come up with a real chance of victory in the London Olympics in 2012. Direction and technical committee CBJ (Brazilian Judo Confederation) know they need to make adjustments in this preparation. 

On the eve of the World, even in the salons of Paris city hall, where there were the draws for the keys, the president of the CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, who nailed 90% of the Brazilian team for the London Olympics could be known after the World . With the end of the tournament, the forecast did not materialize. Guaranteed jobs and good placement in the rankings - important for the draws for the keys in the Olympics - only five athletes: Leandro Cunha Leandro Guilheiro, Menezes Sarah, and Mayra Aguiar Rafaela Silva. That is, less than 50% of the time. 

Yellow light
In males, the warning signal was turned on. Despite the silver and bronze Leandro Cunha de Leandro Guilheiro, team performance was below expectations. Cunha's performance was the most balanced of all the national team. Consistently showed a good variety of strikes and a pretty good condition. Already Guilheiro, very technical and physically superior to most of its rivals (only Korean Kim Jae-Bim is a little above your level), had great difficulties to develop their best judo. But even assuming they've been to a bad day, the Brazilian was the third of the world. 

In the press room, Guilheiro tried to find an answer to their low performance. Complained of fatigue and excessive competition, but said it still had not found a definitive answer. 

The Camille and Hugo médiosTiago Pessanha heavy and Rafael Silva and Daniel Hernandez, familiar names in their categories and placed in the ranking, were below the critical performances. James was far from his best moments. Against the Ukrainian Valentin Grekov, in quarter-final, won by yuko when it was designed by wazari. Showing fatigue, failed to reverse the result. Pessanha, who won his first three fights against unknown opponents, was easy prey for the Greek Ilias Iliad. This category average Iliades is left long. 

The heavy Rafael Silva and Daniel Hernandez similar fates. Both lost by ippon for the French Mathieu Battaille and Teddy Riner. Slow and poor initiative, not put obstacles to European rivals. The same happened with the heavyweight Luciano Correa, even though he had been away from the mat for five months earlier this year due to shoulder surgery, did not enter the mat of the Palais de Bercy. Apathetic, was defeated by Georgian Irakli Tsirekidze after suffering four consecutive penalties. 

Leo Leite, another Brazilian light heavyweight, had a good draw key, but when faced with an opponent a little more quailificado, collapsed without difficulty. The small and lightweight Felipe Kitadai Bruno Mendonca were not good. The victories in the early rounds were not enough to carry them out in the competition. The two are still far showed that the highlights of their categories and they have to work hard until July 2012. Kitadai need to get physical strength to face the East European judo, and Bruno will have to climb some stairs in his technical ability to match the Japanese and Koreans. 

The shadow hid the sun 
Over the past 30 years since the Brazilian women began to participate in international tournaments, heard the mantra that they lived in the shadow of male judo. Isolated results such as the Pan-American titles Soraia Andrew and Monica Angelucci, in the 80's, or the first medals in World Championships with Danielle Zangrando, 95, and Edinanci Silva, 97, not animals or the most optimistic of fans. It took much persistence and a drastic change in attitude to this perverse situation ends judo and women entered a new cycle, successful and promising. 

In this World, for the first time in history, women had better results than men. There were three medals, one silver, with Rafaela Silva, and two bronze medals, with Sarah Menezes and Mayra Aguiar. Athletes who were already accounting for significant results in the last two seasons, Sarah, and Mayra Rafaela demonstrated maturity and character sufficient to accredit them to the top of the Olympic podium next year. 

Youth - Sarah has 21 years, Mayra, 20, and Rafaela, 19 years - they are very well positioned in the world ranking. Beside the half-light Erika Miranda, follow for training in Japan between 22 November and 15 December, as the athletes face difficulty was evident in the Asian World. 

On the other hand, the welterweight Mariana Silva, medium and heavy Maria 
Portela
Maria  Suellen Altheman are still a few rungs below their mates and have a long way to go. First, they need to secure a place in the Olympic ranking and better placements. In parallel, depend on a lot of training and dedication to surprise in London. 
Mayra Aguiar summed up the moment the female judo after being asked if this new phase was no going back: "No going back. It is going forward."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil é prata no Mundial por Equipes. Veja imagens

Por Assessoria de Imprensa CBJ



imagemBrasil e França fizeram uma final emocionante em Paris para decidir a medalha de ouro do Campeonato Mundial por Equipes. Com o placar de 3 a 2 para os franceses e três golden score (prorrogação), o Brasil ficou com a medalha de prata. Foi o quarto pódio do país na competição por equipes no masculino, repetindo o feito de Minsk/BLR em 1998, Pequim/CHN em 2007 e Antalya/TUR em 2010. Em 2008 o Brasil ficou com a medalha de bronze em Tóquio. Ao todo, a seleção brasileira chegou a seis pódios em Paris (cinco no individual e um por equipes).

“Essa geração tão talentosa merece uma medalha de ouro. Quem sabe ela não está guardada para o Mundial por Equipes de 2012, em Salvador. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa geração”, comentou Tiago Camilo.

O Brasil não teve vida fácil na competição, apesar dos placares elásticos desde a primeira fase. Pelo regulamento, apenas cinco pesos participam dos duelos: no confronto de estreia, a equipe pegou o forte time do Uzbequistão (5 a 0), passando em seguida pela China (também 5 a 0). Diante da Coréia e seus campeões mundiais, 3 a 2 e a vaga na final decidida apenas no último confronto por Rafael Silva. A França, dona da casa, esperava o Brasil na decisão.

“Gosto de lutar com a torcida contra. Isso me motiva”, afirmou o experiente Flávio Canto, que esteve presente nas campanhas das quatro medalhas do Brasil em Mundiais por Equipes. “Graças a esse retrospecto, o fato de ter um BRA nas costas hoje já nos faz mais respeitados.. Não é mais o nome de um ou outro atleta, mas o Brasil que tem respeito no mundo”, completou Canto.

A França começou vencendo a decisão por 2 a 0, vitórias de Dimitri Dragin por ippon sobre o vice-campeão mundial Leandro Cunha, por ippon, e de Ugo Legrand (bronze mundial) sobre Bruno Mendonça por yuko. As três lutas seguintes foram o golden score (a prorrogação no judô após empate no tempo normal de cinco minutos): Leandro Guilheiro, bronze no mundial individual, que já havia derrotado Allain Schmitt na última quinta-feira na bandeira (decisão dos árbitros), voltou a derrotar o francês no hantei por 2 a 1. Tiago Camilo chegou ao golden score depois de estar perdendo por yuko até o último segundo do tempo normal, quando fintou um seoi nage e entrou um ouchi gari para pontuar e igualar a disputa. Na decisão dos juízes, 3 a 0 para o brasileiro. Com o confronto empatado, a decisão estava nas mãos de Rafael Silva e do pentacampeão mundial Teddy Riner no peso pesado. Novamente, a luta foi até a prorrogação, com vitória para o francês por penalidade no Golden Score. Japão e Coréia ficaram com o bronze.

“O Riner não entra no tatame com as medalhas em volta do pescoço. Ele deve ser respeitado, claro. Ele é o cara a ser batido e alguém vai precisar vence-lo, é preciso coragem. Tem que ir para cima, atacar, coisa que os adversários não fazem”, disse Rafael Silva, que lutou de igual para igual com o judoca mais vitorioso do mundo no masculino durante os 5min49s que ficou no tatame.

As meninas do Brasil, que cruzaram com a França logo na primeira rodada, foram derrotadas por 4 a 1. Erika Miranda abriu 1 a 0, mas Rafaela Silva foi derrotada na luta seguinte. Mariana Silva e Maria Portela, embora tendo um bom desempenho, perderam para as campeãs mundiais Gevrise Emane e Lucie Decosse. Mayra Aguiar, com o confronto decidido, não lutou. A França foi campeã no feminino, com Japão em segundo e Cuba e Alemanha em terceiro.

“Os desempenhos a se destacar são os de Mariana Silva  e Maria Portela, que se comportaram muito bem. Para elas é importante mostrar essa evolução pois estão no limite do ranking olímpico”, disse o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.

O próximo Campeonato Mundial por Equipes será em Salvador, em outubro de 2012, depois dos Jogos Olímpicos de Londres. Representando o Estado da Bahia, a diretora da Secretaria de Esporte, Trabalho e Renda da Bahia, Nair Prazeres, recebeu a medalha da FIJ simbolizando a passagem das sedes de Paris para Salvador.

Além da prata por equipes,  o Brasil conquistou cinco medalhas no individual, a melhor participação em números de pódios de todos os tempos. Leandro Cunha (66kg) e Rafaela Silva (57kg) foram prata, com Leandro Guilheiro (81kg), Sarah Menezes (48kg) e Mayra Aguiar (78kg) ficando com o bronze.

Marcus Vinicius Freire,  superintendente de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro, esteve no Palais Omnisport de Bercy neste domigo. E comentou o atual momento do judô brasileiro:

"Não era exagero quando falei em seis medalhas para o judô nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Os resultados no Mundial estão dentro do esperado. Para Londres, como a categoria por equipes ainda não faz parte do programa olímpico, a CBJ precisa ´inventar´ uma outra medalha", disse, com bom humor, o superintendente do COB. "Há um trabalho da Federação Internacional de Judô para incluir as disputas por equipes no Rio 2016. Quem sabe até lá a medalha não vale também", completou.

Marcus Vinícius elogiou o trabalho da CBJ, que rendeu o melhor resultado do país em Mundiais Sênior.

"A CBJ é uma confederação modelo em esportes individuais no Brasil", resumiu o dirigente. "Hoje, já estamos um passo à frente, pensando na parte de ciência do esporte a serviço do judo. Esses detalhes fazem a diferença na hora da medalha. Os bons resultados do judô merecem ainda mais investimento", continuou.

Seleção Brasileira no Mundial de Judô 2011: Sarah Menezes (48kg), Erika Miranda (52kg), Rafaela Silva e Ketleyn Quadros (57kg), Mariana Silva (63kg), Maria Portela (70kg), Mayra Aguiar (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg), Felipe Kitadai (60kg), Leandro Cunha (66kg), Bruno Mendonça (73kg), Leandro Guilheiro e Flavio Canto (81kg), Tiago Camilo e Hugo Pessanha (90kg), Luciano Correa e Leonardo Leite (100kg), Daniel Hernandes e Rafael Silva (+100kg). Por estarem entre os oito melhores do mundo em suas categorias, Sarah Menezes, Erika Miranda, Rafaela Silva, Mayra Aguiar, Leandro Cunha, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Hugo Pessanha serão cabeças de chave na França.


**MEDALHAS DO BRASIL EM CAMPEONATOS MUNDIAIS SÊNIOR

28 MEDALHAS

4 OUROS / 7 PRATAS / 17 BRONZES

 

1971 (Ludwigshafen/GER): Chiaki Ishii (-93kg/bronze)

1979 (Paris/FRA): Walter Carmona (-86kg/bronze)

1987 (Essen /GER): Aurélio Miguel (-95kg/bronze)

1993 (Hamilton/CAN): Aurélio Miguel (-95kg/prata) e Rogério Sampaio (leve/bronze)

1995 (Tóquio/JPN): Danielle Zangrando (-56kg/bronze)

1997 (Paris/FRA): Aurélio Miguel (-95kg/prata), Edinanci Silva (-72kg/bronze) e Fúlvio Myata (-60kg/bronze)

1999 (Birmingham/GBR): Sebastian Pereira (-73kg/bronze)

2003 (Osaka/JPN): Mario Sabino (-100kg/bronze), Edinanci Silva (-78kg/bronze) e Carlos Honorato (-90kg/bronze)

2005 (Cairo/EGY): João Derly (-66kg/ouro) e Luciano Corrêa (-100kg/bronze)

2007 (Rio de Janeiro/BRA): João Derly (-66kg/ouro), Tiago Camilo (-81kg/ouro), Luciano Correa (-100kg/ouro) e João Gabriel Schilittler (+100kg/bronze)

2010 (Tóquio/JPN): Mayra Aguiar (-78kg/prata), Leandro Guilheiro (-81kg/prata), Leandro Cunha (-66kg/prata) e Sarah Menezes (-48kg/bronze)

2011 (Paris/FRA): Leandro Cunha (-66kg/prata), Rafaela Silva (57kg/prata), Sarah Menezes (-48kg/bronze), Leandro Guilheiro (-81kg/bronze) e Mayra Aguiar (-78kg/bronze)

 

** MEDALHAS DO BRASIL EM CAMPEONATOS MUNDIAIS POR EQUIPES

Masculino:

1998, Minsk/BLR, Prata

2007, Pequim/CHN, Prata

2008, Tóquio/JPN, Bronze

2010, Antalya/TUR, Prata

2011, Paris/FRA, Prata