quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

TREINAMENTO DE FORÇA PARA JUDOCAS

A prática do Judô, seja em associações, academias, clubes, condomínios, prefeituras, escolas, ou em projetos sociais, sempre é bem-vinda e contribui de forma direta e inegável para a formação da criança e do adolescente. Independentemente de uma prática mais competitiva ou participativa, os praticantes vivenciam hábitos e rituais diferenciados de nosso cotidiano e assimilam valores transmitidos pelos professores. Tais valores baseiam-se nos princípios do Judô, que buscam o melhor uso da energia mental e física para a realização das atividades humanas (BULL, 2008).
Segundo materiais pesquisados, identificou-se uma gama muito grande no que diz respeito ao Treinamento de Força e especificamente para judocas. Pode-se visualizar que o treinamento de força para judocas deve ser bem orientado e planejado pelo Profissional de Educação Física juntamente com a equipe técnica da equipe ou clube em questão.
Devemos orientar a rotina de treinos de nossos atletas distribuindo as cargas durante o período de preparação, a fim de que eles atinjam um desempenho ótimo e consigam aprimorar sua capacidade de trabalho anaeróbio e a potencia muscular na aplicação dos golpes, sem a ocorrência de lesões ou stress. Para isso, podemos lançar mão de inúmeros métodos de treinamento, sendo os mais comuns as corridas e o trabalho com sobrecarga na sala de musculação.
Não existe diferença de treinamento entre homens e mulheres. O que existe é cargas diferenciadas pelo fato de que a mulher possua em torno de 30 a 40% menos força que o homem.
O treinamento de força para mulheres não difere dos princípios do treinamento de força para os homens, exceto em sua especificidade ou finalidade. Os músculos de ambos os sexos têm as mesmas características fisiológicas, e portanto, a resposta ao treinamento é a mesma (FLECK & KRAEMER, 1997).
O fato de que as mulheres apresentam poucas variações dos níveis de testosterona não indica que isto atue negativamente nos ganhos de força, como acontece nos ganhos em hipertrofia muscular em relação aos homens (FLECK & KRAEMER, 1997).
Segundo Sousa, et.al. (2003), os efeitos produzidos pelo treinamento de força em mulheres e homens são os mesmos para ganhos de força. O treinamento de força é benéfico para as mulheres como para os homens.
O treinamento de força feminino não deve ser diferente do treinamento de força masculino, e que a pouca variação dos níveis de testosterona não atuam negativamente nos ganhos de força estimulados pelo exercício na mulher. Os ganhos de força da mulher alcançam um platô depois de três a cinco meses de treinamento, e não progridem tanto como os dos homens após este período. As mulheres têm menor nível de força absoluta em relação ao homem e mantém os mesmos níveis de força relativa. (SOUSA et. al., 2003).
Otanes (1983), afirma que as mulheres possuem algumas diferenças nas características somáticas tais como músculos de menor tamanho e peso, maior quantidade de tecido adiposo, uma massa muscular de 30 a 40 % menor em relação aos homens.
O posicionamento do American College of Sports Medicine (ACSM, 2002) no treinamento de força para praticantes inter­mediários e avançados prescreve intervalos entre 2 a 3 minutos para exercícios multi-articulares que envolvam massas muscu­lares relativamente grandes. Já para exercícios uni-articulares, com menores massas musculares, recomenda um intervalo com um período mais curto, variando entre 1 a 2 minutos. O posi­cionamento destaca que essas faixas de intervalos parecem ser suficientes para provocar uma adequada recuperação entre as séries. Contudo, essa ainda é uma questão pouco explorada na literatura, e as evidências sobre o assunto baseiam-se em alguns estudos relacionados aos efeitos agudos do treinamento. Dessa forma, os estudos parecem se debruçar mais sobre a fadiga.
Um programa de treinamento de força planejado adequadamente, pode resultar em aumentos significativos, na massa muscular, na hipertrofia das fibras musculares, na densidade óssea, nos aperfeiçoamentos do desempenho relacionados à força e finalmente em uma redução significativa no percentual de gordura.
O alongamento anterior e posterior as sessões de treinamento poderão aumentar o delineamento muscular, o alcance do movimento, tamanho e força, podendo diminuir a chance de lesões e remoção de alguns restos metabólicos. Os alongamentos executados após a sessão de treinamento, ajudam a dissipar o lactado residual ajudando a manter a viscosidade e a elasticidade do tecido conjuntivo, tecido esse que recobre as fibras musculares.
O LPO (Levantamento de Peso Olímpico) vem sendo muito utilizado no treinamento de força para judocas mostrando assim um efeito satisfatório no aumento de força e já está sendo praticado por atletas renomados como Tiago Camilo.
Especificamente para o judô, tem sido recomendado o uso da medicine ball, pois ela pode ser um meio eficiente de sobrecarga excêntrica, pode ser projetada e, portanto, utilizada no próprio dojô, além de permitir a execução de movimentos com rotações do tronco típicos da modalidade.
O Treinamento de força para judocas ainda tem muito a ser estudado e considera-se que o começo de grandes estudos já foram iniciados, e este trabalho alcançou seu objetivo podendo contribuir com a comunidade judoísta brasileira através de sua intensa pesquisa literária e diversidade de cientistas do esporte consultados.
Salienta-se que qualquer atividade física deve ser orientada por um Profissional de Educação Física, pois ele é quem irá ministrar todo o treinamento físico de força com os conhecimentos e técnicas específicas.



MARCELO FONSECA VAZ
Bacharel e Licenciado em Educação Física
Pós-Graduado em Treinamento Desportivo
Preparador Físico do Judô Clube Divinópolis
CREF 008423-G/MG

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STRENGTH TRAINING FOR JUDOCA

The practice of Judo, or associations, academies, clubs, condos, town halls, schools, or in social projects, is always welcome and contributes in a direct and undeniable for the education of children and adolescents. Whether a more competitive and participatory practice, practitioners experience different customs and rituals of everyday life and assimilate values transmitted by teachers. These values are based on the principles of Judo, who seek the best use of mental and physical energy for the realization of human activities (Bull, 2008).

According to materials studied, we identified a very large range with respect to the Strength Training and specifically for judo. One can see that strength training for judo athletes should be well targeted and planned by the Professional Physical Education along with the crew team or club in question.

We should guide the routine training of our athletes distributing loads during the preparation period, so that they reach optimal performance and be able to improve your anaerobic work capacity and muscle power in the application of strokes, without the occurrence of injury or stress . For this, we can resort to various methods of training, the most common races and work overload in the weight room.

There is no difference between training men and women. What there is loads differentiated by the fact that women have about 30 to 40% less force than men.

Strength training for women does not differ from the principles of strength training for men, except in its specificity or purpose. The muscles of both sexes have the same physiological characteristics, and therefore the response to training is the same (Fleck & Kraemer, 1997).

The fact that women have little variation in levels of testosterone does not indicate that it acts negatively in the strength gains, as gains in muscle hypertrophy in relation to men (Fleck & Kraemer, 1997).

According to Sousa, et.al. (2003), the effects of the strength training in women and men are the same for strength gains. Strength training is beneficial for women as for men.

Strength training should not be female than the male strength training, and that little variation in testosterone levels do not act negatively in the strength gains stimulated by exercise in women. The strength gains of women reach a plateau after three to five months of training, and do not progress as much as men after this period. Women have lower levels of absolute strength in relation to man and maintain the same levels of relative strength. (Sousa et. Al., 2003).

Otanes (1983), states that women have some differences in characteristics such as somatic muscles of lower size and weight, the greater amount of fat, muscle mass from 30 to 40% lower compared to men.

The position of the American College of Sports Medicine (ACSM, 2002) with strength training for intermediate and advanced practitioners prescribe intervals of 2 to 3 minutes for multi-joint exercises that involve relatively large muscle mass. As for single-joint exercises with lower muscle mass, recommends an interval with a shorter period, ranging from 1 to 2 minutes. The position emphasizes that these bands ranges appear to be sufficient to cause an adequate recovery between sets. However, this is still an issue rarely explored in literature and evidence on the subject based on several studies related to acute effects of training. Thus, the studies seem to lean more about fatigue.

A strength training program designed properly, can result in significant increases in muscle mass, hypertrophy of muscle fibers, on bone density, the performance enhancements related to strength and finally in a significant reduction in body fat percentage.

Stretching before and after the training sessions could increase the muscular design, the range of motion, strength and size, which may reduce the chance of injuries and some removal of metabolic wastes. Stretching is performed after the training session, help to dissipate the residual lactate helps maintain the viscosity and elasticity of connective tissue, the tissue covering the muscle fibers.

The LPO (Olympic Weightlifting) has been widely used in strength training for judo thus showing a satisfactory effect in strength and is already being practiced by renowned athletes as Tiago Camilo.

Specifically for judo, has been recommended to use the medicine ball, because it can be an efficient means of eccentric load, can be designed and, therefore, used in their own dojo, and allows the execution of movements with trunk rotations typical mode.

The Strength training for judo is still much to be studied and considered to be the beginning of major studies have been initiated, and this work has achieved its objective and may contribute to the community through its Brazilian judoísta intense research and literary diversity of scientists sport consulted.

Note that any physical activity must be guided by a professional physical education because it is who will deliver all the physical training of force with the skills and techniques.

MARCELO VAZ FONSECA
Bachelor Degree in Physical Education
Post-Graduate in Athletic Training
Fitness Coach of Judo Club Divinópolis
CREF 008423-G/MG
marcelovaz@demolaymg.com.br

Padre Dênis é promovido a faixa preta em Vinhedo

No destaque, Padre Dênis e Sensei Liogi Suzuki, 9º Dan, que viajou sete horas para prestigiar a cerimônia de graduação.
Em cerimônia realizada no dia 20 de dezembro, no teatro Municipal de Vinhedo, o Padre Dênis Oldak Paixão e Silva recebeu sua promoção à faixa preta. Padre Dênis, da Congregação dos Oblatos de São José, que atua na Arquidiocese de Campinas, é também integrante da equipe de evangelização do padre Eduardo Dougherty, fundador da Associação do Senhor Jesus, que é proprietária da TV Século XXI e da revista Brasil Cristão, com sede na cidade de Valinhos. Padre Dênis treinou judô em sua adolescência e por motivos de saúde parou de praticar. Então em 2004, já estabelecido em Valinhos, na Associaçãodo Senhor Jesus, voltou a treinar judô na Trajano Center, culminando em sua promoção nesta última segunda feira.
Na oportunidade, Padre Dênis proferiu um discurso, que reproduzimos aqui, na íntegra:
"Amigos e irmãos! Nesta cerimônia de graduação, agradeço ao Senhor Deus, fonte de todo  bem, por me conceder receber nesta noite a minha promoção ao primeiro Dan da Faixa-Preta. Iniciei a prática do Judô no ano de 1979, em São Paulo, graduando-me como Faixa-Azul. Depois, por motivos de saúde, tive que parar, ficando 25 anos sem praticá-lo. Retornei em 2004, e hoje, agradeço de maneira muito especial o meu primeiro professor, o sensei Kimura, hoje, 7º Dan, como também o sensei Milton Trajano, 6º Dan, e seu filho Milton Trajano Junior, 3º Dan, que ao longo desses anos ensinaram-me com paciência e dedicação a nobre arte do Judô. Saúdo e agradeço, também, o sensei Liogi Suzuki, 9º Dan, pelo apoioe incentivo que me tem dado.
Peço a Deus, nosso Senhor, que conceda-nos a graça de que o Judô seja sempre " o Caminho da Suavidade, o Caminho da Gentileza", para ajudar a formar homens e mulheres de paz, solícitos na prática do bem, e, úteis à sociedade humana.
Peço-lhe, também, que todos os praticantes do Judô almejem, não tanto serem campeões do pódium, mas, sim, campeões da vida, com uma conduta moral elevada, pessoas virtuosas, humildes, retas, puras, boas, amando a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo por amor a Deus.
A todos abraço! Que Deus abençoe a todos! Muito obrigado".
Por: Boletim OSOTOGARI

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FATHER DÊNIS IS PROMOTED A BLACK BELT IN VINHEDO (SP)

In a ceremony held on December 20 at Vineyard Theatre Municipal, Father Dennis Oldaker Passion e Silva received his promotion to black belt. Father Dennis, the Congregation of the Oblates of St. Joseph, who works in the Archdiocese of Campinas, is also part of the evangelistic team of Father Edward Dougherty, founder of the Association of the Lord Jesus, who owns the TV and the Twenty-First Century Christian magazine Brazil, with headquarters in Valinhos. Father Dennis coached judo in his teens and for health reasons stopped practicing. Then in 2004, already established in Valinhos Associaçãodo the Lord Jesus returned to training in judo Center Trajan, culminating in his promotion this last Monday.

On that occasion, Father Dennis gave a speech, which we reproduce here in full:

"Friends and brothers! This graduation ceremony, thank the Lord God, source of all good, for giving me this evening to receive my promotion to first Dan black belt. I started practicing judo in 1979, in San Paul, graduating as a Range I-Blue. Then, for health reasons, had to stop going 25 years without practicing it. I returned in 2004, and today, I thank most especially my first teacher, the sensei Kimura, Today, 7th Dan, as well as the sensei Milton Trajano, 6th Dan, and his son Milton Trajano Junior, 3rd Dan, who over the years have taught me patience and dedication to the noble art of Judo. I greet and thank, too, Liogi Suzuki Sensei, 9th Dan, the apoioe encouragement that has given me.

I pray to God our Lord, grant us the grace to say Judo is always "the Way of the Gentle, the Path of Kindness," to help train men and women of peace zealous in doing good, and useful to human society.

I ask you, too, we all long for practitioners of Judo, not so much be champions of the podium, but rather champions of life, with a high moral character, virtuous, humble, straight, pure, good, loving God above all things and our neighbor for God's sake.

Everyone hug! May God bless you all! Thank you. "

By: OSOTOGARI Bulletin

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NO JUDÔ

Leonardo Mataruna
Pesquisador do Laboratório de Atividade Motora Adaptada (UNICAMP), Programa dePós-Graduação em Educação Física- Bolsista CAPES. – mataruna@gmail.com


A metodologia de ensino desenvolvida por Jigoro Kano teve algumas evoluçõesao longo da história. A idéia inicial era de difundir uma pedagogia que pudesse melhorar a vida dos seres humanos, reduzindo as diferenças e promovendo o desenvolvimento de uma filosofia capaz de ultrapassar os locais de treinamento e que de fato atingisse o âmago familial dos que si dispunham em aprender o caminho da suavidade.

Poucas pessoas sabem, mas o Barão Pierre de Coubertin e Jigoro Kano comungavam de ideais muito próximos. Estes princípios que são utilizados na filosofia do Olimpismo se aplicam com veemência no Judô através de seus provérbios edoutrinas reflexivas das ações motoras. Muitos economistas e gestores do saber utilizam os princípios do Judô para realizar seus treinamentos de lideres e empreendedores. O que poucas pessoas refletem é sobre a realidade cultural onde foram idealizados e em que cronos (tempo) a filosofia foi desenvolvida.

A título de indagação filosófica questiono, seguindo as idéias de Mesquita (2005): “a contemporaneidade deve congregar da mesma ritualística destinada a outros tempos e cultura?”

Devemos apenas reproduzir ou pensar e agir em relação à pedagogia de Jigoro Kano?

Quando a modalidade foi inserida nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964) a intenção era a promoção do esporte para o mundo. Quando tratamos de esporte falamos de competição, e em se tratando de performance para a vitória, vale qualquer coisa a qualquer preço. Já se foi o tempo em que as pessoas iam aos Jogos Olímpicos apenas para participar, todos vão para ganhar, mesmo que não tenham chances. Isso se justificana realidade simbólica que a vitória prescreve a obtenção de prestígio e dinheiro.

Ambos são os combustíveis de muitos atletas e comitês olímpicos nacionais. Entretanto quando o assunto se pauta no ganhar a qualquer preço, vai de encontro com a filosofia do de Coubertin e Kano.

Na época da implantação da modalidade nos Jogos ninguém pensava que as mulheres iriam participar de competições ou até mesmo treinamentos. Nos Jogos de Barcelona 1992 as mulheres puderam participar pela primeira vez. O mesmo em se tratando de pessoas com deficiência. Na década de 1970 começaram as atividades de judô para deficientes físicos, mentais e sensoriais (auditivos e visuais), mas só em 1988
a modalidade foi incluída nos Jogos Paraolímpicos para homens e em 2004 para mulheres com deficiência visual. O primeiro campeonato mundial de Judô e Karatê para Surdos aconteceu entre 06-07 de outubro de 1979 em Tóquio-Japão, financiado pelas associações mundiais dessa deficiência. Entretanto a modalidade estará pela primeira vez na 21ª Surdolimpíadas de Verão em 2009, somente 30 depois da sua primeira
manifestação competitiva. Em 2003, o Judô foi incluído nas Olimpíadas Especiais como modalidade de apresentação e as pessoas com Síndrome de Down puderam competir pela primeira vez. Este ano, na China, a modalidade estará nas Olimpíadas Especiais pela segunda vez como modalidade definitiva. Em relação as Olimpíadas de Gays e Lésbicas (Gay Games), o Judô foi inserido apenas nos Jogos de Vancouver-Canadá em 1990, dentro conjunto das artes marciais (MATARUNA, 2006).

Para que todas as pessoas pudessem participar foram necessárias adaptações, inclusive nas competições para adultos (seniores), como o Campeonato Mundial de Judô, recentemente realizado no Rio de Janeiro.

No início, até 1961, existia apenas uma categoria de peso; não havia pontuação fragmentada somente wazari e ippon; e a área que conhecíamos como zona de perigo que hoje desapareceu (área vermelha) também não existia e o local de combate era demarcado por um tipo de barbante (MONTEIRO, 2007).

Os avanços foram necessários para que a modalidade voluísse. Portanto, categorias de pesos foram criadas, a cor dos judoguis (roupa para a prática ou kimono) foram alteradas – hoje temos um dos lutadores trajando azul e o outro continua de branco (mas a faixa diacrítica já havia sido uma alteração para facilitar a arbitragem).

Na década de 1990 surgiu o Hidrojudo complementando a preparação física. Os treinos deixaram de ser apenas dentro do tatame e foram para as salas de musculação, pistas de atletismo, piscinas, praias e salas de ginástica olímpica, o que permitiu mais uma evolução na preparação do atleta.

O que se tem na atualidade são equipes altamente preparadas que contam com técnicos específicos para gêneros (masculino e feminino). Algumas possuem técnicos diferentes para cada um dos pesos. Uma equipe multiprofissional atua todo o tempo demaneira transdisciplinar. São médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas, psicólogos, massagistas e estrategistas. Este último tem mostrado sua importância na complementação das equipes de alto rendimento.

Quem teve a oportunidade de assistir ao campeonato mundial de judô 2007, conseguiu observar que equipes de todo o mundo, procuram mapear seus atletas, realizando avaliações técnicas através de filmagens, que observam inúmeros detalhes abordando desde a biomecânica das técnicas, direcionalidade do atleta, estilo de luta, predominância dos lados, raio de ação, técnicas de preferência, estatística de combate, análise combinatória do padrão motor de rendimento do atleta a ser enfretado e consequentemente a estratégia que será adotada, entre outros aspectos que merecem uma abordagem mais aprofundada.

A busca pela diferença é feita no avanço tecnológico, já que esta representará seguramente um melhor resultado. No alto rendimento, o detalhe faz a diferença e esta faz o campeão. Enquanto diariamente há um avanço na conexão pesquisa científica e treinamento esportivo para melhorar a performance do atleta, os avanços vão sendo aplicados de maneira mais veemente na maioria das equipes de judô, seja ela infantil,
juvenil, junior, sênior, para homens e mulheres com ou sem deficiência. As perguntas que ficam são: “Será que Jigoro Kano pensou que o Judô iria tomar a trajetória descrita neste artigo em relação à evolução tecnológica?” e “Qual será o próximo passo dessa evolução no caminho da suavidade?”

REFERÊNCIAS:

MATARUNA, L. Judô para todos e a competição. Disponível em: www.judorio.org.br . Acessado em: 20 de setembro de 2007.

MESQUITA, C. Ritualística do Judô. Comunicação pessoal. Rio de Janeiro : FJERJ, março, 2005.

MONTEIRO, P. A História do Judô no Brasil. Comunicação pessoal. Rio de Janeiro : FJERJ, 16 setembro, 2007.

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THE EVOLUTION OF TECHNOLOGY IN JUDO
Leonardo Mataruna
Researcher at the Laboratory of Adapted Motor Activity (UNICAMP), testified Program Graduate Fellowship in Physical Education-CAPES.
- Mataruna@gmail.com


Few people know that Baron Pierre de Coubertin and Kano communed very close to ideal. These principles are used in the philosophy of Olympism apply strongly in Judo through his sayings and doctrines of reflexive motor actions. Many economists and managers know they employ the principles of Judo to perform their training of leaders and entrepreneurs. What few people reflect on the cultural reality is where they were conceived and chronos (time) philosophy was developed.

As a philosophical question question, following the ideas de Mesquita (2005): "contemporaneity must gather the same ritual aimed at other times and culture?".

We just play and think and act in relation to the pedagogy of Jigoro Kano?

When the sport was included in the Tokyo Olympics (1964) the intention was to promote the sport to the world. When it comes to sports talk competition, and when it comes to performance for the victory, worth anything at any price. Gone are the days when people went to the Olympics just to participate, everyone is going to win, even though no chances. This is justified actually symbolic victory prescribes to obtain prestige and money.

Both are the fuel of many athletes and national Olympic committees. However when the subject is guided in the win at any cost, meets with the philosophy of de Coubertin and Kano.

At the time of deployment mode in games no one thought that women would participate in competitions or even training. At the Barcelona Games in 1992 women were allowed to participate for the first time. The same is in treating people with disabilities. In the 1970 activities began judo for disabled, mental and sensory (auditory and visual), but only in 1988 mode has been included in the Paralympic Games in 2004 for men and women with visual impairments. The first world championship in Judo and Karate for the Deaf took place between 06-07 October 1979 in Tokyo, Japan, funded by the associations of disability worldwide. However, the mode will be the first time in 21 th Surdolimpíadas summer in 2009, only 30 after their first competitive event. In 2003, Judo was included in the Special Olympics as a mode of presentation and people with Down syndrome were able to compete for the first time. This year, China will be the sport in the Special Olympics for the second time as a definitive mode. Regarding the Olympics of Lesbians and Gays (Gay Games), Judo was inserted only at the Games in Vancouver, Canada in 1990 in all the martial arts (MATARUNA, 2006).

For all people could participate were necessary adjustments, including competitions for adults (seniors) and the World Judo Championship held recently in Rio de Janeiro. In the beginning, until 1961, there was only one weight class, there was no punctuation and fragmented only wazari ippon, and the area we knew as the danger zone now disappeared (red area) did not exist and where fighting was marked by a kind of string (MONTEIRO, 2007).

The advances were necessary for the mode volume. Therefore, weight classes were created, the color of judogis (clothing for practice or kimono) have changed - today we have one of the fighters still dressed in blue and the other white (diacritic but the band had been a change to facilitate the arbitration).

In the 1990s came the Hidrojudo complementing the physical preparation. The workouts are no longer only within the mat and went to the weight rooms, athletic fields, swimming pools, beaches and gymnastics rooms, allowing more development in an athlete's preparation.

What we have today are highly trained teams that rely on specific technical genders (male and female). Some technicians have different weights for each. A multidisciplinary team works all the time transdisciplinary way. They are doctors, physiotherapists, physical trainers, nutritionists, psychologists, masseurs and strategists. The latter has shown its importance in the complementation of high performance teams.

Who had the opportunity to watch the judo world championships in 2007, could see that teams from around the world, seeking to map their athletes, performing technical evaluations through filming, which met numerous details spanning from the biomechanical techniques, directionality of the athlete, fighting style, predominant side, range, preference techniques, statistical battle, combinatorial analysis of the motor pattern of athlete's performance to be up against and therefore the strategy to be adopted among other things that deserve a deeper approach.

The search is made for the difference in technological advancement, as this surely represents a better result. In high yield, the detail makes the difference and this makes the champion. While every day there is a breakthrough in connecting scientific research and sports training to improve athletic performance, advances are being applied more strongly in most of the judo team, be it child juvenile, junior, senior, men and women with and without disabilities. The questions that remain are: "Did Jigoro Kano Judo thought it would take the trajectory described in this article relating to technological change?" And "What will be the next step of this evolution in the way of gentleness?"

REFERENCES:
MATARUNA, L. Judô para todos e a competição. Disponível em: www.judorio.org.br . Acessado em: 20 de setembro de 2007.

MESQUITA, C. Ritualística do Judô. Comunicação pessoal. Rio de Janeiro : FJERJ, março, 2005.

MONTEIRO, P. A História do Judô no Brasil. Comunicação pessoal. Rio de Janeiro : FJERJ, 16 setembro, 2007.
The teaching methodology developed by Jigoro Kano had some developments in them throughout history. The initial idea was to spread a pedagogy that could improve the lives of humans, reducing the differences and promoting the development of a philosophy capable of overcoming the training facilities, and that really hit the heart of the family that you had to learn the way
smoothness.