domingo, 4 de dezembro de 2011

Brasil leva mais dois ouros no Evento Teste para Londres 2012 com Maria Portela e Hugo Pessanha

Por Assessoria de Imprensa CBJ



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Se tem uma coisa mais do que testada e aprovada na arena de judô no centro de convenções ExCel, na região das Docklands, em Londres, é a execução do Hino Nacional Brasileiro. Neste domingo, segundo dia do Evento Teste para os Jogos Olímpicos de 2012, o Brasil venceu as duas categorias em disputa, com os pesos médios Hugo Pessanha e Maria Portela. Na véspera, Bruno Mendonça também havia conquistado o ouro entre os leves. Ketleyn Quadros foi quinta colocada. A competição, que não vale pontos para o ranking mundial, serviu para o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (LOGOC) testar as instalações onde será disputado o judô, numa prévia do terceiro e do quinto dia do programa olímpico da modalidade no ano que vem.

“Tive uma temporada de altos e baixos e essa medalha acendeu de novo a chama olímpica. Vi como quero muito estar aqui novamente no ano que vem”, disse Hugo Pessanha, oitavo colocado no ranking mundial e que disputa com Tiago Camilo (quarto na lista) o direito de representar o país nas Olimpíadas de Londres. “Estar nesse Evento Teste desmistificou um pouco a ideia que eu tinha de Jogos Olímpicos. Claro que haverá mais público, haverá uma outra pressão. Mas vi que é um ambiente com o qual estou familizarizado. Agora é treinar e competir em busca da vaga”, completou o judoca, que compete na próxima semana no Grand Slam de Tóquio/JPN, onde também luta Tiago Camilo.


Maria Portela também viu o futuro no momento em que estava no alto do pódio no ExCel. 

“Imaginei como será isso aqui nas Olimpíadas. E o quanto preciso treinar para fazer esse sonho ser realidade”, afirmou a gaúcha. “Percebi aqui como posso lutar bem quando estou tranquila. Vou trabalhar minha cabeça para entrar mais leve nas competições que valem pontos no ranking”, disse Portela.

Tanto Maria Portela quanto Hugo Pessanha começaram o dia vencendo sem dificuldades seus adversários. À medida em que foram avançando na chave, foram encontrando rivais experientes, com medalhas em etapas do circuito mundial. Caso de Sally Conway (GBR) e Kamil Magomedov (RUS), com quem decidiram o ouro. Com os 500 lugares tomados, o que se viu no ExCel foi uma festa brasileira. Os ingleses aplaudiram as vitórias brazucas e gritaram entusiasmados os nomes de Maria e Hugo, mesmo em lutas contra atletas locais.

“Foi uma sensação bacana. Não imaginava essa torcida toda aqui para mim”, disse Hugo Pessanha.

Com a estrutura de tatames, protocolo, placares, aquecimento e imprensa nos padrões olímpicos, o Evento Teste apresentou algumas mudanças em relação ao que vem sendo utilizado nas competições do Circuito Mundial, como o posicionamento lateral dos monitores de placar, o afastamento das cadeiras de arbitragem da beira da área de combate e as finais em horário fixo. Participam da competição 89 atletas de 23 países (52 homens e 37 mulheres). Ao fim da competição, os judocas e delegações receberam questionários para deixar suas impressões acerca do evento e ajudar na organização. No ano que vem, o espaço destinado ao judô no Centro de Convenções ExCel terá capacidade para 10 mil espectadores.

“Mais importante do que os resultados em si, nosso objetivo nesse Evento Teste foi dar experiência a alguns atletas que nunca viveram o ambiente olímpico, bem como observar cada passo, cada detalhe que encontraremos durante os Jogos. São eles que farão a diferença na hora de disputar uma medalha. Não queremos surpresas”, avalia o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson. 

Resultados:

70kg
Ouro: Maria Portela (BRA)
Prata: Sally Conway (GBR)
Bronze: Clarisse Habricot (FRA) e Yuko Imai (JPN)

Campanha de Maria Portela:
Vitória por ippon sobre Amy Livesey (GBR)
Vitória por ippon sobre Helene Berneron (FRA)
Vitória por yuko sobre Megan Fletcher (GBR)
Semifinal: vitória por ippon no Golden Score sobre Karine Berger (FRA)
Final: vitória por ippon no Golden Score sobre Sally Conway (GBR)

90kg
Ouro: Hugo Pessanha (BRA)
Prata: Kamil Magomedov (RUS)
Bronze: Matthew Purssey (GBR) e Norihide Yamamoto (JPN)

Campanha de Hugo Pessanha:
Vitória por ippon sobre Michael Korrel (NED)
Vitória por ippon sobre Giuliano Loporchio (ITA)
Semifinal: vitória por yuko no Golden Score sobre Yannick Gutsche (GER)
Final: vitória por wazari sobre Kamil Magomedov (RUS)

73kg
Ouro: Bruno Mendonça (BRA)
Prata: Hasan Vanlioglu (TUR)
Bronze: David Dubsky (CZE) e Gesualdo Scollo (ITA)

Campanha Bruno Mendonça:
Vitória por ippon sobre Thibault Dracius (FRA)
Vitória por ippon sobre Alex Paske (GBR)
Vitória por ippon sobre Eetu Laamanen (FIN)
Semifinal: vitória por wazari (3shido) sobre Sergey Badriashvili (RUS)
Final: Vitória por ippon sobre Hasan Vanlioglu

57kg
Ouro: Shirley Elliot (FRA)
Prata: Nozomi Hirai (JPN)
Bronze: Sophie Cox (GBR) e Nora Gjakova (KOS)

Campanha Ketleyn Quadros (5o lugar):
Vitória por ippon sobre Eva Elebach (SUI)
Vitória por ippon sobre Sophie Cox (GBR)
Semifinal: derrota por ippon para Shirley Elliot (FRA)
Disputa do Bronze: derrota por wazari (3shido) para Nora Gjakova (KOS)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Brasil conquista seu primeiro ouro em Londres

Por Assessoria de Imprensa CBJ



imagemO Brasil já deixou sua marca no ExCel, ginásio onde será realizada a competição de judô durante os Jogos Olímpicos

 de Londres 2012. Em uma “prévia” do terceiro dia do Programa Olímpico, o Evento Teste reuniu, neste sábado, os judocas da categoria leve (57kg feminino e 73kg masculino). E já teve Hino Nacional Brasileiro: Bruno Mendonça foi o campeão e Ketleyn Quadros terminou em quinto lugar. No domingo lutam os médios Maria Portela (70kg) e Hugo Pessanha (90kg), duas categorias programadas para o quinto dia do judô nas Olimpíadas de 2012. A competição começa 9:30 (7:30 de Brasília), com bloco final a partir de 14:00 (12:00 de Brasília).

“Muito bom ter sentido o prazer de receber a medalha e ouvir o Hino no alto do pódio em Londres, a casa dos próximos Jogos Olímpicos”, diz Bruno Mendonça, 15o colocado no ranking mundial, que classifica os 22 melhores atletas para as Olimpíadas do próximo ano. “Me senti bem na competição, seguro do meu judô. Consegui impor o meu ritmo e soltar uma boa variedades de golpes para superar adversários duros como o russo na semi e o turco na final”, resumiu Bruno, que venceu quatro de suas cinco lutas por ippon, a pontuação máxima.

Com a estrutura de tatames, protocolo, placares, aquecimento e imprensa nos padrões olímpicos, o Evento Teste apresentou algumas mudanças em relação ao que vem sendo utilizado nas competições do Circuito Mundial, como o posicionamento lateral dos monitores de placar, o afastamento das cadeiras de arbitragem da beira da área de combate e as finais em horário fixo. Participam da competição 89 atletas de 23 países (52 homens e 37 mulheres). Ao fim da competição, os judocas e delegações receberão questionários para deixar suas impressões acerca do evento e ajudar na organização. No ano que vem, o espaço destinado ao judô no Centro de Convenções ExCel terá capacidade para 10 mil espectadores.

“Mais importante do que os resultados em si, nosso objetivo nesse Evento Teste foi dar experiência a alguns atletas que nunca viveram o ambiente olímpico, bem como observar cada passo, cada detalhe que encontraremos durante os Jogos. São eles que farão a diferença na hora de disputar uma medalha. Não queremos surpresas”, avalia o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson. “Mas é claro que o ouro do Bruno foi excelente também. Um bom resultado como esse sempre motiva o atleta e dá segurança. Ele ainda tem competições importantes nessa temporada e sai motivado para buscar pontos para garantir sua classificação olímpica”, completa o cooredenador, referindo-se ao Grand Slam de Tóquio/JPN e ao Grand Prix de Quingdao/CHN, nos dois próximos finais de semana.

Resultados:
73kg
Ouro: Bruno Mendonça (BRA)
Prata: Hasan Vanlioglu (TUR)
Bronze: David Dubsky (CZE) e Gesualdo Scollo (ITA)

Campanha Bruno Mendonça:
Vitória por ippon sobre Thibault Dracius (FRA)
Vitória por ippon sobre Alex Paske (GBR)
Vitória por ippon sobre Eetu Laamanen (FIN)
Semifinal: vitória por wazari (3shido) sobre Sergey Badriashvili (RUS)
Final: Vitória por ippon sobre Hasan Vanlioglu

57kg
Ouro: Shirley Elliot (FRA)
Prata: Nozomi Hirai (JPN)
Bronze: Sophie Cox (GBR) e Nora Gjakova (KOS)

Campanha Ketleyn Quadros (5o lugar):
Vitória por ippon sobre Eva Elebach (SUI)
Vitória por ippon sobre Sophie Cox (GBR)
Semifinal: derrota por ippon para Shirley Elliot (FRA)
Disputa do Bronze: derrota por wazari (3shido) para Nora Gjakova (KOS)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Realizada audiência por demanda da UPJ contra a IJF e CPJ

Na sede do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS-CAS), reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em Lausanne, na Suíça, foi realizada na terça-feira, 25 de outubro, a audiência sobre a ação movida pela União Pan-Americana de Judô (UPJ) contra a Federação Internacional de Judô (IJF), Federações da Irlanda e da Suíça, da mesma maneira, incluindo a ilegal Confederação Pan-americana de Judô e por mediação da Federação Panamenha de Judô. (FEDEJUDO).

Pela parte outorgante, compareceram os advogados Dr. Jorge Ibarrola pela União Pan-Americana de Judô e como procurador da FEDEJUDO, Miguel Vanegas.

O réu foi representado pelo Dr. François Carrard, que também representou as Federações da Irlanda e Suíça além da Confederação Pan-Americana de Judô (CPJ).

A audiência foi composta pelos doutores Petros C. Mavroidis da Suíça, que presidiu, Yves Fortier do Canadá e Hans Nater da Suíça.

As testemunhas solicitadas pela União Pan-Americana e Federação Panamenha  FEDEJUDO, foram Mario Vasquez Rana, que foi presidente da ODEPA e Ivar Sisniega presidente da Associação das Confederações Pan-Americanas (ACODEPA), que não compareceu, nem se declarou por videoconferência.

Sr. Marius Vizer, presidente da IJF estava presente, testemunhou e foi submetido a uma intensa sessão de perguntas, principalmente devido à sua recusa de cumprir a sentença arbitral de 11 de dezembro de 2009 que manteve a UPJ como o único organismo que rege Judô na América.

As testemunhas da FIJ, Irlanda e Suíça foram: Heidi Dhouib ex-Secretário-Geral e Gerard Benone que estavam presentes, mas foram recusados os testemunhos.

Os Srs. Paulo Wanderley e Fernando Ibáñez também foram apresentados e testemunharam  pela ilegítima e destituída Confederação Pan-Americana de Judô (CPJ).

As intervenções do Dr. Jorge Ibarrola sobre as ações contra o Presidente da IJF foram precisas em termos de desrespeito ao TAS-CAS de outubro de 2008 e dezembro de 2009, que foram violados pelo IJF por meio de táticas contrárias ao Estatuto e a ética do esporte tentando, mesmo arbitrariamente, ditar novas regras retroativamente tornando-os legalmente inválidos.

O advogado Miguel Vanegas fez uma análise profunda da lei constitucional, legal e esportes do Panamá, que regulam a formação e reconhecimento das pessoas jurídicas.

Ele também se referiu a aparente desobediência da IJF contra uma decisão do TAS-CAS  favorável a FEDEJUDO.

Desobediência que, segundo ele, usada por usurpadores dos cargos do Comitê Olímpico do Panamá, COP, para não reconhecer o Representante do Judo do Panamá perante esta organização.

Os advogados Ibarrola e Vanegas em suas intervenções notáveis, ​​foram enérgicos ao exporem os fatos da audiência e fizeram perguntas aos interrogados, bem como as réplicas deixando em evidência aos réus, o direito que assiste a UPJ e sua afiliada, a Federação Panamenha Judô (FEDEJUDO).

"A União Pan-Americana de Judô é uma entidade com uma longa história de mais de 40 anos dirigindo o judô em toda a América e que garante a continuidade a partir de agora, há muitas décadas", disse o engenheiro Jaime Casanova Martinez, presidente da União Pan-Americana de Judô, no final da audiência.

Lausanne, Suíça.
25 de outubro de 2011.

Tradução: Marcelo Vaz - JUDÔ BRASIL EM AÇÃO

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Briga de peso nos tatames

Por Ivan Drummond - Estado de Minas


A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou ontem que a equipe brasileira que disputará o Grand Slam de Tóquio, de 9 a 11 de dezembro, terá 18 atletas nas 14 categorias: sete no masculino e sete no feminino. É que o presidente Paulo Vanderlei e a comissão técnica entendem que é preciso dar condições iguais a todos os judocas que estão entre os 22 melhores do ranking mundial.

Quatro atletas já estão no Japão desde a semana passada: a ligeiro Sarah Menezes, a meio-leve Érika Miranda (Minas), a leve Rafaela Silva e a meio-pesado Mayra Aguiar. As quatro estão muito próximas de garantir, com antecedência, a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres’2012, o que agora é definido pelo ranking mundial, criado a partir de 2009. Sarah é a terceira de sua categoria; Érika, a sexta; Rafaela, a sétima; e Mayra, a quarta.

Ketleyn Quadros, também do Minas, primeira mulher a conquistar uma medalha individual nos Jogos Olímpicos (bronze em Pequim’2008 na categoria leve), por enquanto está fora dessa briga e suas chances de classificação são mínimas. Ela ficou um ano e meio afastada das competições por causa de contusões, incluindo uma cirurgia, e ocupa a 20ª posição.

Outra judoca que está bem classificada é a peso pesado Maria Suelen Althman, 12ª do ranking. Já a meio-médio Mariana Silva, irmã de Rafaela, 19ª, e Maria Portela, 20ª, na médio, precisam de um bom resultado no Japão para não sair da lista das 22 primeiras.

“Quero garantir minha vaga o mais rápido possível. Fiquei fora de Pequim por ter rompido o ligamento cruzado do joelho direito na semana do embarque. Já estava lá quando fui cortada. Quero estar em Londres, que entendo como uma segunda chance para conquistar uma medalha olímpica”, diz Érika Miranda.

MELHOR NO MASCULINO No masculino, o desempenho é melhor que o das meninas e, em quatro categorias, além da briga por posições no ranking, existe uma disputa para saber quem é o melhor brasileiro. A primeira delas é na meio-médio, que tem Leandro Guilheiro, segundo lugar geral do ranking, e o medalhista olímpico de bronze Flávio Canto, 22º. Na médio, Tiago Camilo e Hugo Pessanha, do Minas, travam um duelo que os deixou empatados, na sétima posição, por três meses. Camilo subiu para quarto, enquanto Hugo está em oitavo, mas a diferença de pontos entre eles é pequena.

Na meio-pesado, outra briga complicada, entre o minas-tenista Luciano Corrêa, ex-campeão mundial, 16º colocado na lista, que ficou sem lutar por seis meses devido a uma cirurgia no ombro direito, e Leonardo Leite, 22º.

Na peso pesado, equilíbrio entre Rafael Silva, nono do ranking, e Daniel Hernandes, o 10º. A diferença entre eles é de apenas seis pontos. Depois do Grand Slam, os brasileiros seguirão para o Grand Prix de Qingdao, na China, nos dias 17 e 18 de dezembro. Haverá um recesso até a segunda semana de janeiro, quando as competições estarão de volta e os judocas terão até 30 de abril para brigar pela vaga olímpica.

Brasileiras vencem Desafio Internacional em BH

 por Final Sports & Assessoria de Imprensa CBJ

A nova geração da seleção feminina de judô conquistou, na noite desta segunda-feira, no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte (MG), o Desafio Internacional de Judô. O Brasil bateu a Hungria por 3 a 2, com vitórias de Eleudis Valentim (52kg), Flávia Gomes (57kg) e Rafaela Nitz (+70kg). Os pontos da equipe húngara foram marcados por Krisztina Polyák (63kg) e Franciska Szabó (70kg). 

O Brasil começou o evento abrindo 2 a 0. Eleudis Valentim (52kg) venceu por ippon Lilla Erdélyi. Na sequencia, Flávia Gomes também bateu por ippon Katinka Szabó. As húngaras endureceram a disputa e empataram em 2 a 2, com Krisztina Polyák (63kg) vencendo Dione Barbosa por ippon e Franciska Szabó superando Helena Romanelli. A peso pesado Rafaela Nitz, com o apoio da torcida brasileira, não levou muito tempo para jogar de ippon Ibolya Tamási. 

“A equipe esteve muito unida e todas nós focamos a oportunidade de estar lutando pela Seleção num evento transmitido ao vivo pela TV. Entrei com a certeza de que iria vencer a atleta da Hungria e, logo que peguei no quimono dela, senti que tinha condições de dar a vitória para o Brasil”, diz Rafaela Nitz. 

Logo após a disputa entre as mulheres, houve um amistoso envolvendo duas equipes masculinas do Brasil. O Brasil B venceu o Brasil A com Charles Chibana (66kg), Adriano Santos (73kg), Gabriel Galli (81kg), Eduardo Betoni (90kg) e Walter Santos (+100kg).

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Judoca baiana Andréia Almeida sonha com a seleção brasileira

Sem apoio a atleta baiana vai treinar com equipe cubana em Havana


Foto: Róbson Mendes
Andréia treina forte para seletiva
Alan Rodrigues|Redação CORREIO

Aos 25 anos, 15 deles dedicados ao judô, Andréia Almeida esgotou suas possibilidades no estado. Dominou os Campeonatos Baianos na última década e teve boas participações em zonais e Brasileiros.

O caminho traçado apontava para uma carreira de sucesso. O sonho de entrar na seleção brasileira não parecia tão distante. Mas a trilha que se mostrava segura sofreu alguns desvios.

Em 2008, Andréia engravidou de Maria Luiza, hoje com dois anos e meio. Parou de treinar e ficou mais de um ano sem competir.

Moradora das palafitas na Cidade Baixa, há um mês teve que deixar sua casa devido a intervenções de urbanização. Com os R$ 200 mensais pagos pela prefeitura, mudou-se com a mãe, filha, três primos, três irmãos e três sobrinhos para uma casa de dois quartos na Baixa do Fiscal.

Sem emprego, conta com o pai de Maria Luiza para pagar as despesas da criança. A mãe é lavadeira e os irmãos ajudam no sustento com serviços de doméstica ou de pedreiro.

No último Brasileiro, semana passada em Florianópolis, Andréia foi 9º. Um terceiro lugar já daria vaga na seleção C, com salário de R$ 900.

Agora, ela quer disputar a seletiva em fevereiro, em São Paulo, para tentar, mais uma vez, conseguir uma vaga. Só assim pode sonhar em disputar o Mundial por equipes em Salvador e projetar participação nos Jogos de 2016, no Rio.

Oportunidade  Para isso, nos próximos dois meses Andréia vai se afastar da filha e do tatame do projeto social Santa Cruz, onde dá aula e treina com sua técnica, Rosilda Correia, na Ribeira.

Ela própria fruto de inicativa semelhante - começou na igreja da Penha com o padre Reginaldo - vai treinar, a convite, com a seleção cubana, em Havana. A passagem Andréia já conseguiu, junto ao governo do estado por intermédio do vice-presidente da Confederação Brasileira de Judô, Marcelo França.

Para Andréia, essa é a chance de voltar ao seleto clube de judocas brasileiras. E ela não mede esforços. Inscrita no Serviço municipal de Intermediação de Mão de Obra (SIMM), ela já recusou uma proposta de trabalho por causa da incompatibilidade com o horário de treino.

“Se não conseguir entrar na seleção em 2012, vou procurar trabalho de novo”, anuncia. A luta está apertada, mas ela está disposta a ir até o fim.

Judô ou Boxe?



Caros e estimados amantes do mundo do judô, peço encarecidamente a cada um de vocês, que deem sua opinião sobre o vídeo acima postado.

O caso ocorreu comigo, Sensei Marcelo Vaz, proprietário do Blog Judô Brasil em Ação, durante o XI Campeonato Brasileiro de Judô das Ligas em Assis - SP no último dia 13 de novembro.

Peço que prestem atenção aos 2:13 da filmagem, em que pra mim foi agressão, mas alguns dizem que foi excesso por parte de meu adversário. Percebam também a reação do técnico adversário (azul).

Excesso ou agressão, de fato, caberia o hansokumake, porém os árbitros laterais ignoraram esta regra deixando o árbitro central, que disse na hora que havia acontecido um excesso, em situação desfavorável.

Me tiraram o direito de ser medalhista em minha última competição oficial, pois em 2012 estarei fora dos tatames devido a uma hérnia de disco e inúmeras lesões que me impossibilitam de competir. 

O que devo fazer?

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Dear and esteemed lovers of the world of judo, I urge each ofyou, that give their opinion about the video posted above.

The case was with me, Sensei Marcelo Vaz, owner of the Blog Judô Brasil em Ação, during the XI Brazilian Judo Championship Leagues in Assis - SP last November 13.

I ask you to pay attention to 2:13 of the shoot, which for me wasaggression, but some say it was over by my opponent. Noticealso the reaction of the opposing coach (blue).

Excess or aggression, in fact, it would be the hansokumake, but the judges ignored this rule leaving the referee, who said at the time that had happened a surplus, at a disadvantage.

I took the right to medal in my last official competition, because in 2012 I will be off the mat due to a herniated disc and numerous injuries to me impossible to compete.

What should I do?