segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Prata em Abu Dhabi, Érika entra para o Top 10 do ranking mundial


A medalha de prata conquistada no Grand Prix de Abu Dhabi colocou Erika Miranda (52kg) de volta no Top 10 do ranking mundial e olímpico da Federação Internacional de Judô. Erika ocupa a 10ª posição na lista, com 606 pontos.

Leandro Guilheiro (81kg), segue como o brasileiro mais bem colocado na lista. Leandro ocupa a terceira colocação em sua categoria.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

domingo, 28 de novembro de 2010

Edinanci dedica título aos marinheiros em ação nos confrontos no RJ


O Campeonato Brasileiro Sênior 2010, principal e mais importante competição adulta do cenário nacional, terminou neste domingo (28) em Uberlândia (MG), com alguns dos grandes nomes do judô brasileiro. Dona de duas medalhas em mundiais, Edinanci Silva confirmou o favoritismo e faturou a categoria meio-pesado (78kg). No quadro geral de medalhas, São Paulo ficou com a primeira colocação no masculino e feminino, seguido pelo Rio Grande do Sul.

Após a conquista, Edinanci dedicou o título aos marinheiros que participam do confronto contra traficantes no Rio de Janeiro. Atleta da Marinha, a judoca venceu na decisão Erika Cunha, do Rio de Janeiro, por ippon.

"Todas as meninas que atualmente fazem parte da equipe que vai representar a Marinha nos Jogos Mundiais Militares de 2011 ficaram muito emocionadas com a coragem desses verdadeiros heróis. Este ouro é para todos os marinheiros que estão fazendo tanto pela população", diz, Edinanci, que voltou a afirmar que não pensa mais na seleção brasileira. "Meu objetivo é ajudar o Brasil nos Jogos Militares, mas fico feliz em ainda conseguir impor meu judô. Fiz três competições na última semana e venci todas. A minha categoria na seleção brasileira está em ótimas mãos com a Mayra Aguiar".

Ainda sobre Mayra, Edinanci destacou que a gaúcha já realizou um dos seus sonhos.

"É uma honra imensa ter deixado a seleção em boas mãos. Há alguns anos atrás me chateava porque, se eu parasse, não teria alguém que desse continuidade. E isso foi o que aconteceu na transição que eu vivi com a Soraya André. Ela foi a pioneira e me senti na obrigação de superar todos os resultados dela. Fico muito feliz em ver a Mayra realizando um pouco dos sonhos que eu tinha quando estava na seleção, como, por exemplo, ser finalista num mundial", diz.

Edinanci também ressaltou que está vivendo num momento especial na sua vida.

"Eu me planejei e meus objetivos são outros. Em 2011 vou começar a faculdade de Educação Física e, se tudo der certo, daqui a quatro anos vou estar com o canudo debaixo do braço. E não quero exercer a profissão com 50 anos de idade", conta, rindo. "Estou muito orgulhosa com o meu papel atualmente no esporte e feliz com a minha nova realidade".

A gaúcha Taciana Lima (48kg), atleta da seleção brasileira de judô, ressaltou a importância de os principais atletas do país disputarem o Brasileiro.

"Quem ganha é o judô. Eu gosto muito de competir e também é uma oportunidade de poder observar o que é preciso melhorar. Ser campeã brasileira vale muito, abre portas", afirma Taciana Lima, que venceu pela sétima vez a competição.

Atleta de Minas Gerais, Daniel Moraes (60kg) ressaltou a importância da descentralização dos eventos de judô.

"O judô é um esporte educativo e quanto mais for divulgado melhor. Com certeza um garoto que viu o Brasileiro pode procurar uma academia de judô e um dia estar no nosso lugar", diz Daniel.

Uma das surpresas da competição foi a vitória de Claudirene César na categoria pesado (+78kg). A paulista voltou a competir após um período de quase um ano.

"É bom voltar. Com esse resultado eu garanto vaga na seletiva da seleção e vou buscar com toda garra meu lugar na equipe. Claro que ainda estou passando por um período de adaptação a esta nova categoria, mas estou confiante", afirma Claudirene.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

Resultado do último dia do Campeonato Brasileiro de Judô 2010



SÊNIOR - FEM // MEIO-PESADO, -78KG
1º. EDINANCI FERNANDES SILVA - SP
2º. ERICKA WERGLES CUNHA - RJ
3º. JESSICA PEREIRA SOARES - MS
3º. ROSANGELA L DE MORAES - SC
5º. SILVIA MARIA SILVA - BA
5º. CLENICE COSTA GOMES - GO

SÊNIOR - FEM // PESADO, +78KG
1º. CLAUDIRENE MARIA CESAR - SP
2º. RENATA CRISTINA JANUARIO - RJ
3º. ROBERTA ROCHA DE LUCENA - PB
3º. BRUNA LUISA GONÇALVES - PR
5º. ANGELITA M SASSI - SC
5º. ROCHELE JESUS NUNES - RS


SÊNIOR - MASC // MEIO-PESADO, -100KG
1º. TAKASHI HAGUIHARA JR - GO
2º. ROGERIO VALERIANO SANTOS - SP
3º. LUCAS DA COSTA URTIGA - DF
3º. OSVALDO PEREIRA - RJ
5º. MARCO A DE M CRUZ - SC
5º. GERSON PEREIRA JUNIOR - MS

SÊNIOR - MASC // PESADO, +100KG
1º. LEANDRO GONÇALVES - SP
2º. GUILHERME MARTINS SILVA - RJ
3º. FRANCINALDO M SEGUNDO - PI
3º. GABRIEL OLIVEIRA SANTOS - MG
5º. RAFAEL MARCON BRITO - PR
5º. WILLIANS F DA S JACQUES - SC

FONTE: NOTÍCIAS CBJ



Deixo aqui os parabéns do Judô Brasil em Ação a Confederação Brasileira de Judô pela brilhante organização do evento que tanto promove o judô brasileiro com seriedade e comprometimento.



Marcelo Vaz
Fundador
Judô Brasil em Ação

sábado, 27 de novembro de 2010

Resultados da tarde do primeiro dia do Brasileiro Sênior 2010



SÊNIOR - FEM // LEVE, -57KG
1º. FLAVIA RODRIGUES GOMES - SP
2º. VERONICE CASSIMIRO - BA
3º. GIULLIA PENALBER OLIVEIRA - RJ
3º. CAMILA MARTINS BARRETO - RS
5º. ANA CARLA R GRINCEVICUS - MS
5º. MARILIA SILVA RAMOS - PI


SÊNIOR - FEM // MEIO-MÉDIO, -63KG
1º.
AMANDA C OLIVIERA - PB
2º. BARBARA CHIANCA TIMO - RJ
3º. LARISSA TRINDADE - PE
3º. DANIELI LUCI SANTOS - BA
5º. ANA PAULA FARIA RIBEIRO - SP
5º. ALINE SANTOS DE OLIVEIRA - MG


SÊNIOR - FEM // MÉDIO, -70KG
1º. MARIA DE LOURDES PORTELA - SP
2º. HAYSSA EWELLIN T SANTOS - PI
. MARCIA LIMA VIEIRA - RS
3º. ALLENI DOS REIS O SILVA - PA
5º. GISLAINE GARCIA DE ARAUJO - DF
5º. NATALIA P MARTINS - SC



SÊNIOR - MASC // LEVE, -73KG
1º. LEONARDO FERREIRA LUZ - SP
2º. YURI DE SOUSA MIRANDA - MG
3º. VANDILANDE R OLIVEIRA - DF
3º. GILDÁSIO SANT'ANNA OLIVEI - RJ
5º. FELIPE AMARO BRAGA - RS
5º. CHAIRO OLIMPIO - RO


SÊNIOR - MASC // MEIO-MÉDIO, -81KG
1º. GUILHERME MACIEL DE LUNA - RS
2º. MAICOM FRANÇA - BA
3º. ERIC HEYDEN C DE LIRA - PB
3º. RODRIGO B ROCHA - RJ
5º. FILIPE BATISTA - PE
5º. MAURO HENRIQUE D MOURA - MG



SÊNIOR - MASC // MÉDIO, -90KG
1º. RODRIGO MACIEL DE LUNA - RS
2º. BRUNO ALTOE - BA
3º. FELIPE CESAR C OLIVIERA - SP
3º. GIOVANI A DOS SANTOS - SC
5º. FELIPE AUGUSTO - RN
5º. VITOR HUGO TRANQUILLINI - DF

 

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

Confira os primeiros campeões do Brasileiro Sênior 2010

 
 
SÊNIOR - FEM // SUPER-LIGEIRO, -44KG
1º. PATRICIA DO D MARQUES - SC
2º. BIANCA DE LIMA GONÇALVES - RJ
3º. NATHALIA O MERCADANTE - SP
3º. LILIAN GABRIELA - PE
5º. GABRIELA V CORREIA - MG
5º. PATRICIA RIBEIRO - BA
 

SÊNIOR - FEM // LIGEIRO, -48KG
1º. TACIANA REZENDE DE LIMA - RS
2º. NATHALIA CASTELAN BRIGIDA - MG
3º. CRISTIANE PEREIRA - RJ
3º. ARIELA S MARCA - SC
5º. KARLA ADRIANE DE SOUSA - CE
5º. LORRAYNA FERREIRA COSTA - SP
 

SÊNIOR - FEM // MEIO-LEVE, -52KG
1º. ANDRESSA C FERNANDES - SP
2º. RAFAELA DE ARAUJO BARBOSA - AM
3º. ALEXIA TAIS W CASTILHOS - RS
3º. JANIELLY BILA - BA
5º. MARIA DA PAZ - RN
5º. ANA PAULA ALTOÉ M SOUSA - DF
 

SÊNIOR - MASC // SUPER-LIGEIRO, -55KG
1º. MIKE MASSAHIRO CHIBANA - SP
2º. SERGIO KAZUO YOSHIMURA - BA
3º. ANTONIO FABRICIO ALVES - PI
3º. GERSON LEOCÁDIO DS N JR - MT
5º. RONALD SOUZA ARAUJO - MA
5º. RAFAEL ANTONIO A BARBOSA - AM
 

SÊNIOR - MASC // LIGEIRO, -60KG
1º. DANIEL SANTOS MORAES - MG
2º. DIEGO FERREIRA SANTOS - BA
3º. GUILHERME HECK DE GOES - RS
3º. LEONARDO BARBOSA DA SILVA - RJ
5º. SERGIO JUNIO G NASCIMENTO - DF
5º. VICTOR M ERNEST - SC
 

SÊNIOR - MASC // MEIO-LEVE, -66KG
1º. ADRIANO P DE ARAUJO - RJ
2º. MAXIMILIANO CASSAROTTI - RS
3º. ADRIANO RODRIGUES SOUZA - AM
3º. FRANCINILDO C BERNARDES - RN
5º. DYEGO V VIEIRA - SC
5º. VINICIUS ISSAO SAKAMOTO - DF
 
 
FONTE: NOTÍCAS CBJ

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cesar Cielo, Leandro Guilheiro e Murilo Endres, no masculino, Ana Marcela, Fabiana Murer e Juliana e Larissa, no feminino, concorrem ao troféu Melhor do Ano no Esporte em 2010

Crédito: Sérgio Huoliver / Divulgação COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta sexta-feira, dia 26, os atletas que concorrerão ao troféu Melhor do Ano no Esporte em 2010. No masculino o público poderá escolher entre Cesar Cielo (natação), Leandro Guilheiro (judô) e Murilo Endres (vôlei). No feminino a disputa será entre Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Fabiana Murer (atletismo) e a dupla Juliana e Larissa (vôlei de praia). A votação pela Internet, através do site do COB (WWW.cob.org.br), terá início na próxima terça-feira, dia 30. Além dos indicados a melhor do ano, o COB anunciou os melhores em cada uma das 47 modalidades que estão sendo premiadas em 2010. O anúncio dos vencedores acontecerá no dia 20 de dezembro, durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, no Teatro do MAM, no Rio de Janeiro.

A escolha dos melhores atletas em cada uma das 47 modalidades e a definição dos três indicados em cada categoria, masculina e feminina, para concorrer ao Troféu Melhor do Ano no Esporte foi realizada por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Este mesmo júri já apontou os vencedores a melhor do ano, sendo que esses votos terão peso de 50% na eleição final após computados os votos dos internautas.

Em 2010, além de atletas individuais passaram a concorrer ao melhor da modalidade e ao melhor do ano equipes, times, técnicos, duplas, trincas ou quadras, como revezamentos do atletismo e da natação. Esse novo critério permitiu que a dupla Juliana e Larissa vencesse na modalidade e concorresse ao troféu Melhor do Ano no Esporte. Outro exemplo da abertura que o Prêmio Brasil Olímpico proporcionou, o troféu de melhor na natação sincronizada em 2010 irá para a equipe brasileira, assim como no vôlei o troféu será entregue à Seleção masculina tricampeã mundial na Itália. "A cada ano procuramos dar ao Prêmio Brasil Olímpico o dinamismo que existe no próprio esporte. Assim, além dos atletas individuais, passamos a premiar também equipes, times, duplas etc com o objetivo de ampliar o leque de reconhecimento", explica o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

Em 2010 o Prêmio Brasil Olímpico tem como tema principal a participação da juventude no esporte e o papel social, de integração e de cidadania que esta atividade pode proporcionar para milhões de jovens brasileiros. O Prêmio Brasil Olímpico 2010 premia ainda outras categorias: Melhor Técnico (individual e coletivo), Melhores Atletas Escolares e Universitários, Melhores Atletas Paraolímpicos e Melhor Técnico Paraolímpico (indicados pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro) e o Troféu Adhemar Ferreira da Silva. O Troféu COI "Inspirando a Juventude" será oferecido pelo Comitê Olímpico Internacional.


Os melhores de 2010 em cada modalidade:

Atletismo - Fabiana Murer
Badminton - Daniel Paiola
Basquete - Tiago Spliter
Boliche - Roberta Rodrigues
Boxe - Roseli Feitosa
Canoagem Slalom - Silvia Gnadt
Canoagem Velocidade - Nivalter Santos
Ciclismo BMX - Mayara Perez
Ciclismo Estrada - Rafael de Matos Andriato
Ciclismo Moutain Bike - Rubens Donizete de Valeriano
Ciclismo Pista - Janildes Fernandes
Desportos na Neve - Mirlene Picin
Desportos no Gelo - Fabiana Alves dos Santos
Esgrima - Cleia Guilhon
Esqui Aquático - Marcelo Giardi
Futebol - Paulo Henrique "Ganso"
Futsal - Alessandro Rosa Vieira (Falcão)
Ginástica Artística - Jade Barbosa
Ginástica Trampolim - Daienne Lima
Ginástica Rítmica - Angélica Kvieczynski
Handebol - Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento - Luiza Almeida
Hipismo CCE - Ruy Fonseca
Hipismo Saltos - Rodrigo Pessoa
Hóquei sobre Grama - Daniel Tatara
Judô - Mayra Aguiar
Karatê - Douglas Brose
Levantamento de Peso - Fernando Reis
Luta - Joice Silva
Maratona Aquática - Ana Marcela Cunha
Natação - Cesar Cielo
Natação Sincronizada - Equipe de natação sincronizada
Patinação Artística - Juliana Almeida
Pentatlo Moderno - Yane Marques
Pólo Aquático - Luiza Carvalho
Remo - Fabiana Beltrame
Saltos Ornamentais - César Castro
Squash - Rafael Alarcon
Taekwondo - Marcio Wenceslau
Tênis - Thomaz Bellucci
Tênis de Mesa - Gustavo Tsuboi
Tiro com Arco - Bernardo Oliveira
Tiro Esportivo - Felipe Wu
Triatlo - Reinaldo Colucci
Vela - Bruno Prada e Robert Scheidt (Classe Star)
Vôlei de Praia - Juliana e Larissa
Vôlei - Seleção adulta masculina de vôlei


FONTE: TIME BRASIL - COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO

Brasileiro Sênior começa neste sábado em Uberlândia


Com 250 judocas de 25 estados, começa neste sábado, às 9h, na Vila Olímpica do SESI Gravatás, em Uberlândia (MG), o Campeonato Brasileiro Sênior 2010, principal evento da categoria adulto do judô nacional. As delegações já estão na cidade mineira e os atletas lutam pelo título e por uma vaga na seletiva da Seleção Brasileira 2011. O Brasileiro é a última oportunidade de garantir vaga no evento, programado para janeiro de 2011. Neste sábado (27) entram no tatame os judocas das categorias super-ligeiro (55kg/44kg), ligeiro (60kg/48kg), meio-leve (66kg/52kg), leve (73kg/57kg), meio-médio (81kg/63kg) e médio (90kg/70kg).

Entre os atletas inscritos, estão medalhistas em mundiais, como a veterana Edinanci Silva, atual campeã nacional da categoria até 78kg, e atletas da seleção brasileira como Maria Portela (70kg) e Rochelle Nunes (+78kg). Também estarão em ação nomes de destaque da nova geração, como Flávia Gomes (57kg), vice-campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude e Nathália Brígida (48kg), bronze no Mundial Sub 20.

No masculino, Rodrigo Luna (90kg), vice-campeão mundial por equipes com a seleção brasileira também está confirmado, assim como o seu irmão Guilherme Luna (81kg - FOTO). Yuri Miranda (73kg) e Bruno Altoé (90kg), que fizeram parte da equipe nacional medalha de bronze na Copa do Mundo por Equipes 2010, também estão confirmados.

"Eu tive um ano muito bom em 2010 e espero fechar a temporada com uma medalha no Brasileiro. Mesmo sendo uma atleta da categoria Sub 20, estou acostumada a lutar com adversárias mais experientes, estou bem treinada e confiante", diz Nathália Brígida.

Rodrigo Luna, que há quatro meses mudou para a categoria até 90kg, acredita que um bom resultado no Brasileiro pode ajudar no caminho até a seleção em 2011.

"Tive a oportunidade de lutar na seleção graças ao bom desempenho que tive no Troféu Brasil e no Grand Prix de Clubes, então, sei do peso que terá uma boa classificação neste Brasileiro Sênior. Já estou mais adaptado ao novo peso e isso vai facilitar na hora da competição", afirma Rodrigo Luna.

E antes mesmo de as lutas terem início, o Campeonato Brasileiro Sênior 2010 já entrou para a história. Com a confirmação dos 25 estados no evento, o principal torneio nacional é o maior brasileiro sênior de todos os tempos em número de federações participantes.

A Confederação Brasileira de Judô confirmou a participação de judocas dos estados da Paraíba, Piauí, Mato Grosso, Bahia, Roraima, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro, Alagoas, Santa Catarina, Ceará, Maranhão, Distrito Federal, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Amazonas, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

"O Campeonato Brasileiro Sênior é o maior e mais importante evento nacional da classe adulta. Este recorde de federações participantes é uma mostra da credibilidade dos eventos da CBJ. Atualmente, temos um alto padrão de qualidade que é reconhecido pelos atletas e dirigentes e isto, com certeza, gera o interesse na competição. Ser um torneio que dá vaga na seletiva da seleção brasileira é outro fator de motivação", diz o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira.

PROGRAMAÇÃO DE COMPETIÇÃO

27 de novembro - Sábado
8h45 - Cerimonia de Abertura - SESI - Gravatás
9h00 - Inicio dos combates nas categorias Super-ligeiro, Ligeiro e Meio Leve (Masculino e Feminino) - SESI - Gravatás
14h - Inicio dos combates nas categorias Leve, Meio Médio e médio (Masculino e Feminino) - SESI - Gravatás

28 de novembro - Domingo
9h - Inicio dos combates nas categorias Meio Pesado e Pesado (Masculino e Feminino) - SESI - Gravatás

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

O PAPEL DO TÉCNICO NO PROCESSO ORGANIZACIONAL DE TREINAMENTO

O planejamento do treino, para que o trabalho do treinador possa ser estruturado e efetivado deverá ser feito previamente no início de cada temporada. Podemos dizer que o treinador deve seguir:

A-Definição de objetivos
B-Elaboração do planejamento de treino
C-Execução prática
D-Controle das fases do treinamento

Mediante o exposto, podemos afirmar que o treino improvisado e não fundamentado, tende a desaparecer, sendo que, para sua fundamentação e inovação busque-se apoio interdisciplinar em outras áreas das ciências humanas. Tanto as ciências biológicas (Fisiologia, Anatomia, etc.) como as do comportamento (psicologia, sociologia, etc.) fornecem ao treinador uma base gigantesca de conhecimento, e consequentemente, planificação do tema. Não podemos nos esquecer das ciências de aplicação, que podem dar subsídios e apoio ao planejamento do resultado, como a estatística, a utilização de meios de informática, engenharia de sistemas, entre outras. 

Naturalmente que o maior ou menor grau de conhecimento do treinador, destas ciências, assim como da técnica especifica da modalidade, permitirá planejar e atuar com maior ou menor controle no rendimento e resultado. Sob esta ótica, tudo o que significar atualização de conhecimentos e formação permanente, tem repercussões, não só no planejamento do treino, mas também no trabalho efetivo. E, em função dos resultados que se pretende atingir, podemos planificar a temporada no seguinte enquadramento:

1-calendário de competições
2-definição de objetivos
3-planejamento do treino: diário, semanal, mensal, semestral, anual e pluri-anual.

Desta forma, o treinador pode observar desvios de objetivos traçados e caso necessário criar estratégias, com força tarefa, onde o objetivo final seja alcançado. 

A análise da situação ou do cenário a ser vivido, é que podemos iniciar a atuação em todos os fatores que condicionem o seu trabalho. De forma simplificada, creio que estes possam ser agrupados na seguinte forma:

a- COM RELAÇÃO AOS ALUNOS

Numero de judocas envolvidos, idades, tempo de prática, categorias, alimentação, dedicação ao treino, nível físico e técnico, grau de motivação.

Os judocas são em primeira instância o motivo do treino e da competição. Que, pela sua importância condicionará todo o trabalho do treinador.

Que tipo de alunos tenho eu? 

Esta é a pergunta que todo e qualquer treinador deve fazer a si mesmo, quando se inicia uma temporada de competições.

Esta questão que aparentemente estaria resolvida no inicio da temporada com a observação da maturidade e potencialidade demonstradas pelos judocas, deverão ser mantidas durante todo o período ou temporada, não podendo, portanto abrir mão dos objetivos traçados e da disciplina quanto a controle de peso, freqüência em treinos etc.etc., para que não haja distorções relevantes naquilo o que fora planejado. 

De certa forma, podemos dizer que os judocas competidores, deverão estar alinhados com o planejamento, conhecendo os objetivos traçados, de forma que ele se sinta parte do contexto e não somente um instrumento garantidor da possibilidade de uma conquista. Um mapeamento constante, diário se possível, deve ser feito acerca de um comparativo entre os objetivos traçados, e o resultado do treino, colhendo-se inclusive a opinião do judoca envolvido quanto à forma de treinamento. 

Estatisticamente em treinos livres, e em observação a resultados de adversários nas, mas diversas competições da temporada, podemos ter também como apontamentos o que nos interessa no caso vertente observação técnica:

Kumikata – (ambos os lados)
Ações ofensivas e defensivas
Local das competições
Quem tem a iniciativa do combate
Percentual de técnicas mais utilizadas: de projeção, imobilização, luxação, estrangulamentos.

B-COM RELAÇÃO ÀS INSTALAÇÕES E MATERIAL DE APOIO

As condições materiais existentes são outras tantas condicionantes de objetivos e de atuação a ação a ser desenvolvida pelo treinador. É evidente que se o treinador tem a sua disposição apenas uma pequena área, deverá limitar-se a quantidade de judocas afim de não perder em qualidade de resultado. E ainda, aparelhos auxiliares de musculação e condicionamento físico, podem significar facilitadores e aceleradores do processo de alta performance.

C- COM RELAÇÃO AOS COLABORADORES E ASSISTENTES 

O treinador poderá ter colegas de outros setores trabalhando com ele, com objetivo do foco a ser atingido: Fisioterapeutas, Profissionais de educação física, nutricionistas, psicólogos, etc., onde se estuda a hipótese de formação de grupos de trabalho, divisão de tarefas e coordenação da formação dos judocas. Todavia, estes colaboradores poderão ou não participar do trabalho, em função principalmente de patrocínio ou estrutura financeira do clube ou academia onde determinado treinador ministra suas aulas de judô. Normalmente grandes centros urbanos, detêm grandes clubes, o que faz dispontar mais rapidamente judocas de alto rendimento.

D-COM RELAÇÃO A OUTROS CLUBES

O nível de outros clubes e de seus judocas devem ser observados. A possibilidade de intercâmbios. Esta análise, não deverá ser estática, mas sim, muito dinâmica. Como resultado, o treinador não deve se limitar a caracterizar a sua situação de trabalho, e sim, com a obrigação de modificar desvios de percurso, para que se atinja o objetivo traçado. 

O treinador não pode aceitar de forma passiva e resignada os resultados baixos porventura por sua equipe atingidos, embora esta seja certamente a forma mais cômoda de estar e até justificar insucessos. 

O treinador tem que ser um líder, um ativista, dinamizando seus atletas e toda a estrutura, no sentido do desenvolvimento do judô. 

Concluindo, tudo o que foi exposto, não pode em hipótese alguma, levar ao desrespeito de condições próprias do judoca. Estimular, impulsionar, motivar sim, sempre... obrigar, jamais! 

O verdadeiro líder é aquele que está à frente de seu grupo, abrindo caminho para que todos passem, e cobrando resultados dos que se propuseram a andar, e não andam, devera analisar o ocorrido, e o que pode ser feito para alinhar novamente com este judoca destoado dos objetivos do grupo. 

As conquistas pertencem ao grupo, e não unicamente ao treinador. Um treinador não é absolutamente nada, sem seus alunos. Portanto, ser líder, e, sobretudo amigo do grupo é fundamental para obtenção de resultados.

POR: Prof. Luiz Carlos F. Souza - 5º Dan de Judô Kodokan
FONTE: LIGA DE JUDÔ DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Filiado a LIJUERJ
JUDÔ ESCOLA NIPPON
Petrópolis - RJ - Brasil
www.judoescolanippon.blogspot.com

Primeiras delegações desembarcam em Uberlândia


As primeiras delegações começam a chegar em Uberlândia, sede do Campeonato Brasileiro Sênior 2010. A cidade mineira recebeu na noite desta quinta-feira as equipes de Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Sul, Bahia, além de árbitros, presidentes e representantes de federações.

O vice-presidente da Confederação Brasileira de Judô, Marcelo França, destacou a importância da participação de 25 estados no Brasileiro.

"Esta é uma prova de que as federações reconhecem a importância e a competência dos eventos realizados pela CBJ. Acredito que este será um grande Campeonato Brasileiro", diz Marcelo França.

Cerca de 270 judocas estão inscritos na competição. Nesta sexta-feira está programado o Congresso Técnico, que definirá os participantes e as chaves do evento.

"Vamos fechar a temporada com uma excelente competição. É fundamental levar o judô para todos os públicos e cidades como Uberlândia são importantes neste processo", afirma Marcelo.

 
FONTE: NOTÍCIAS CBJ


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Judô Vs. Jiu-Jitsu


VS

Saiu uma matéria na revista Tatame deste mês (edição 177). Estou com ela lá em casa. Caso você tenha um amigo ou conhecido praticante de Ju-Jitsu ou Judo, passe adiante se achar interessante.

Em resumo, a matéria explica que o Ju-Jitsu brasileiro é na verdade a primeira versão do judo (que era chamado de Kano Ju-Jitsu), só que por dificuldades de comunicação naquela época (imagina alguém do Japão se corresponder com alguém em Belém-PA 60 anos atrás, cidade onde o professor Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma lecionava o então Kano Ju-Jitsu), a notificação para atualização para a segunda versão do Kano Ju-Jitsu (chamado oficialmente então de judô) chegou com algo em torno de 20 anos de atraso ao Brasil, e quando isto ocorreu, as famílias Gracie e Fadda (que são as duas escolas de ju-jitsu brasileiro, a primeira, aluna direta do professor Maeda e a segunda de um aluno brasileiro do mesmo, chamado Luíz França) não adotaram o novo método, continuando com o antigo, mudando os nomes das técnicas em japonês para português e realizando lutas de Vale-Tudo (modalidade esta que ficou proibida para judocas desde aquela época até hoje), entre outros detalhes.

Esta não-adesão ao novo estilo (judô) foi positiva, pois manteve viva várias técnicas deixadas de lado pela grande maioria dos judocas. Nesta edição da revista, existe um artigo retirado de um livro escrito pelo próprio Maeda, onde o mesmo esclarece que o Ju-Jitsu ensinado por ele e o Judo são a mesma arte.

Resumindo:

JU – JITSU = Arte Suave (a grafia ocidental “Jiu” é incorreta pois foi “abrasileirada”. Pode conferir com qualquer pessoa que fale / escreva japonês). Ocorre que na época existiam vários estilos (ou “ryus”, como chamados em japonês) de Ju-jitsu (assim como ocorre com o kung-fu até hoje), e o Dr. Jigoro Kano conseguiu “fundir” a maioria dos estilos da época (em acordo fechado com os mestres de cada estilo) em um único método, então chamado Kano Ju-Jitsu (sistema Kano de Ju-Jitsu), ocorrendo então a fundação do instuto Kododan. Este novo sistema (Kano Ju-jitsu) foi posteriormente atualizado (conforme acima mencionado) e tendo seu nome modificado para Judo. O instituto Kodokan existe até os dias de hoje e tem sua sede em Tokyo-Japão e ainda determina as regras mundiais de conduta no judo.

JU – DO = Caminho Suave. Vide comentários acima.

Para quem não conhece a família Fadda do Ju-Jitsu, aqui vai uma prévia:

Oswaldo Baptista Fadda (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1921 - Rio de Janeiro, 1 de abril de 2005. Foi um Grande Mestre de Jiu-Jitsu, chegando ao 9º grau (faixa vermelha).

O professor Oswaldo Baptista Fadda nasceu, viveu e morreu em Bento Ribeiro. Homem humilde, conhecedor profundo do Jiu jitsu e o pioneiro a levar a “arte suave” para o subúrbio carioca. Quando, aos 17 anos, era fuzileiro naval da Marinha do Brasil, Oswaldo Fadda começou a treinar jiu jitsu e foi o melhor pupilo do Professor Luiz França, que fez parte do pequeno grupo de alunos do Conde Koma, introdutor do jiu jitsu no Brasil, em 1917, na cidade de Belém, no estado do Pará. No subúrbio em que sempre viveu, com profundo idealismo, divulgou, extraordinariamente, esta modalidade esportiva. Demonstrava, com seus alunos, as técnicas do jiu jitsu nas favelas, praças públicas, praias, morros, circos, pátios de igrejas e clubes, visando à ampla expansão de sua prática possível a todos.

Outra importante atividade, da qual o Mestre Fadda foi pioneiro, era a recuperação, através do jiu jitsu, de pessoas com anomalias físicas e até mentais, principalmente vítimas de paralisia infantil. Bom, com tantos trabalhos voluntários e tendo como público uma comunidade carente, não lhe restava muito capital para investir em publicidade. O máximo que ele conseguia para poder divulgar sua academia era um pequeno espaço na página de óbitos. Então a solução encontrada pelo Mestre para chamar a atenção da mídia foi a de desafiar a poderosa família dos Gracie.

Em 1954, o Mestre Fadda foi aos jornais O Globo e o Diário da Noite e declarou:

“Desejamos enfrentar os Gracie, respeitamo-los como incomparáveis adversários, porém não os tememos. Disponho de cerca de vinte alunos para os encontros”.

Atendendo as expectativas, Hélio Gracie aceitou o desafio, dizendo-se impressionado pelo cavalheirismo do desafiante e garantiu que as lutas iriam ocorrer na própria sede da academia Gracie, no centro da cidade do Rio de Janeiro. As lutas ocorreram no segundo semestre do mesmo ano, mas dessa vez os fatos foram de encontro às expectativas: a academia Fadda superou a academia dos Gracie, surpreendendo a comunidade do jiu jitsu. Destaque para a finalização emplacada por José Guimarães, que deixou desacordado Leônidas, então lutador da Gracie. Ao término do desafio, a Academia Fadda, ganhou expressão e notoriedade.

“ACABAMOS COM O TABU DOS GRACIE” disse Fadda, na época à Revista do Esporte.

Helio, impressionado com a técnica dos lutadores suburbanos, declarou que o Jiu-jitsu não era exclusividade de uma família.

Fadda foi aluno de Luiz França, um dos discípulos do célebre Conde Koma, que também treinou, dentre outros, os Grandes Mestres Hélio Gracie e Carlos Gracie, maiores difusores do Jiu-Jitsu no Brasil.

Em 1942 Fadda recebeu a faixa preta e começou a ensinar Jiu-Jitsu, no subúrbio de Bento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Em 27 de janeiro de 1950, nesse mesmo subúrbio, Fadda fundou sua própria academia.

No ano de 1954, Fadda vai até a Academia Gracie, acompanhando de vários de seus alunos, para uma série de combates com o famoso clã do Jiu-Jitsu. Dentre os combates, houve uma memorável luta entre Hélio Gracie e Oswaldo Fadda, tendo sido a primeira vez que um desafiante derrotou um dos irmãos Gracie.

É preciso existir um FADDA, para mostrar que o Jiu-Jitsu não é privilégio dos Gracie.

Hélio Gracie, na Revista dos Esportes, publicada no Rio de Janeiro em 1954
Um dos grandes seguidores do mestre Fadda é o mestre Deoclecio Paulo, o saudoso mestre DEO, que foi recentemente graduado ao ultimo nível atingível aos mortais, a faixa Vermelha 9º grau.

O Início

O Grande Mestre Oswaldo Baptista Fadda nasceu no Rio de Janeiro no bairro de Bento Ribeiro e praticamente respirou jiu-jitsu. Era muito conhecido também por ser um homem de família e bem humilde e de um conhecimento imenso da arte do jiu jitsu. Fez muitas amizades quando vivo e sendo o primeiro a iniciar suas aulas no bairro gerou o título de pioneiro da nossa arte no Rio e adjacências do subúrbio da Zona Oeste.

Iniciou sua jornada no ano de 1937, somente com 17 anos de idade, o nosso Fadda colocaria pela primeira vez um kimono. Como todos sabem Fadda foi aluno de Luiz França, que por sua vez foi um dos discípulos do pioneiro do jiu-jitsu no Brasil o "Conde Koma". Depois de um ano, Luiz França já dizia que Fadda seria um aluno de grande promessa na nossa arte do jiu-jitsu brasileiro no Brasil. Como poderia França estar tão certo disso? O que vemos hoje na história é a confirmação de França.

Fadda fazia várias demonstrações com seus alunos, não escolhia lugares e aonde pudesse colocar seus tatames ele estaria lá e até muitas vezes sem tatames mesmo, no próprio chão duro de cimento ou barros.
Ajudando Deficientes Físicos Para quem não sabe Fadda era envolvido em uma grande importante atividade, que era a recuperação, através dos ensinamentos do jiu-jitsu, de pessoas com problemas físicos e mentais. Naquela época ainda não tinhamos um controle da paralisia infantil e Fadda tinha vários alunos com essa doença participando de suas aulas como forma de coordenação motora e exercícios.

Em 1942 Luiz França resolve promover Fadda ao título de professor faixa-preta. França agora bem orgulhoso de seu aluno que seria um exemplo para muitos. Aguns anos depois Fadda teria fundado seu primeiro quartel general na cidade do Rio por volat de 1950.

Fadda Derrota Hélio Gracie

Um combate não tão famoso hoje em dia mais o ano de 1954, O Grande Mestre Fadda lutaria com um dos seus maiores concorrentes e amigo também. Com a presença vários de seus alunos Fadda derrotaria um Gracie.

Dentre muitos faixas-pretas que formou ainda hoje encontra-se na Zona Oeste do Rio de Janeiro Wilson Pereira Mattos, mais conhecido como Mestre Wilson ou Shiran que hoje e detentor da faixa vermelha nono grau, o nível mais alto que se pode atingir hoje no jiu-jitsu. Mestre Wilson possui representações em muitos lugares do Brasil e no mundo, tais como: Japão, Estados Unidos, Portugal e Austrália.

Para quem não conhece, segue um resumo da vida do professor Maeda (conhecido como Conde Koma):

Conde Koma - Mitsuyo Maeda


Aproximadamente nos anos de 1912 a 1922, veio do Japão o mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma, que viajou o mundo todo dando demonstrações de Judô para os ocidentais. Quando chegou ao Brasil, deu várias exibições no Rio de Janeiro e em São Paulo, sem contudo despertar maior interesse no meio esportivo. Viajou para o norte do país e fixou residência no Pará, permanecendo como instrutor de Judô e Jiu-Jitsu. Ensinou a luta a uma família brasileira que melhor adquiriu os seus conhecimentos, sendo seu melhor aluno, Carlos Gracie, o fundador de Gracie Jiu-Jitsu, entre outros da mesma família que com o aprendizado divulgou muito o Judô e o Jiu-Jitsu para todo o país.

Mitsuyo Maeda nasceu em Aomori, situada ao norte da ilha Japonesa, em 1878. Quando tinha aproximadamente 18 anos ele se mudou para Tóquio onde começou a praticar judô. Seu registro de entrada no Kodokan data de 1897. Ele possuía um talento natural para o judô e rapidamente passava de uma graduação a outra e se estabeleceu como o jovem judoca mais promissor no Kodokan.




COLABORAÇÃO: LEONARDO LOPES
FONTE: MARCUS FLORA

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Campeonato Paulista Inter Delegacias e Paulista por faixa


As duas últimas competições estaduais da temporada de 2010 da FPJ serão realizadas sábado, 27 de novembro, no Ginásio Esportivo do Clube Concórdia, em Campinas: Campeonato Paulista Por Faixa e Campeonato Paulista Inter Delegacias. O início do Paulista Inter Delegacias está previsto para as 9:00hs e o Paulista por faixa para as 12:00hs. As duas competições terão transmissão ao vivo pela internet, através do site da Federação Paulista de Judô e também pelo site do Judô ao Vivo.

Liga Nacional de Judô divulga calendário de eventos da temporada 2011

A LNJ-BRASIL tem a honra de informar o seu Calendário de Eventos para o ano de 2011, aprovado na Assembléia Geral Ordinária, de 12/11/2010:


.
Mês
Dia(s)
Evento
Local
Março 25 e 26 Seletiva – I (11e12 anos / 13e14 anos) Divinópolis - MG
Abril 02 e 03 Seletiva – II ( Juvenil, Júnior e Sênior) Rio de Janeiro – RJ
Abril 22 a 24 VI Campeonato Brasileiro da Região II
(Norte/Centro-Oeste)
Brasília - DF
Abril 29 e 30 VI Campeonato Brasileiro da Região III
(Sul/Sudeste)
Salete - SC
Maio 20 a 22 VI Campeonato Brasileiro da Região I (Nordeste) Maceió - AL
Junho 10 a 12 Camp. Pan-americano-11e12/13e14anos (UPJ) Divinópolis - MG
Julho 28 a 31 I Campeonato Mundial da WJF ( a definir) Rio de Janeiro - RJ
Setembro 09 a 11 II Copa Internacional Interclubes Santa Maria - RS
Outubro 14 a 16 II Copa Internacional Eng. J.Casanova
Sênior – a partir dos 15 anos
Boa Vista - RR
Novembro 11 a 13 XI Campeonato Brasileiro das Ligas de Judô
VI Campeonato Brasileiro de Nague-No-Kata
VI Seminário Nacional de Arbitragem
Assembléia Geral Ordinária
Assis - SP
Dezembro 02 a 04 I Shochu-Geiko Brasília - DF


Divinópolis - MG, sediará dois inportantes eventos em 2011. A seletiva nacional para o Pan-Americano sub 13 e sub 15.

COPA INTERNACIONAL INTERCLUBES DE JUDÔ


Temos a hora de convidá-lo, junto com Vosso(a) Clube/Federação/Liga, para participar da COPA INTERNACIONAL INTERCLUBES DE JUDÔ a se realizar em Santa Maria – Estado do Rio Grande do Sul - Brasil, nos dias 03 a 05 de dezembro de 2010, salientando que teremos toda a infra-estrutura para recebê-los, como por exemplo vasta rede hoteleira a disposição, alojamentos gratuitos (cerca de 300) e vasta hotelaria para sua escolha.

O evento se realizará no ginásio do CENTRO DESPORTIVO MUNICIPAL – Ginásio FARREZÃO, sendo que participarão do evento judocas do Brasil e do exterior.

Será, seguramente, o MAIOR EVENTO JUDOÍSTICO do Estado do Rio Grande do Sul, sendo que contaremos com o apoio da PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA e da SECRETARIA DE ESPORTES.

O evento terá organização da ONG MUTAÇÃO fazendo parte do calendário oficial da Liga RS de Judô e da Liga Nacional de Judô.

Trata-se de um CAMPEONATO ABERTO a todos os judocas do país e do exterior, que podem se inscrever por seu Clube, sua Federação ou sua Liga ou, até mesmo, como AVULSOS, conforme faculta a legislação desportiva do brasileira.

Certos de Vossa participação e de seus atletas, que muito nos

Santa Maria, 25 de maio de 2010.

POR: Christian Pacheco Bertoia – 6º Dan - Presidente da ONG MUTAÇÃO
FONTE: LNJ - Brasil

David Moura é quinto no Grand Prix de Abu Dhabi


O peso pesado David Moura (+100kg) foi o brasileiro mais bem colocado no último dia do Grand Prix de Abu Dhabi, disputado nesta quarta-feira nos Emirados Árabes. David ficou com a quinta colocação ao ser derrotado nas quartas-de-final por Abdullo Tangriev, do Uzbequistão. Com a quinta colocação, David acumula 40 pontos no ranking mundial e olímpico da Federação Internacional de Judô.

Na primeira luta, David Moura vence Mohamed Motie, do Egito por ippon. Já no segundo combate, pelas oitavas-de-final, o David conseguiu outro ippon na vitória sobre Vladimirs Osnachs (LAT).

Após 16 meses longe dos tatames por lesão, João Gabriel Schlitter (+100kg) voltou ao Circuito Mundial, mas acabou derrotado na estreia pelo romeno Vladut Simionescu.

Na categoria meio-pesado (100kg), Alex Aguiar estreou com vitória por ippon sobre o camaronês Ewane Franck Moussima, porém foi superado na fase seguinte por Ramadan Darwish, do Egito. Já Leonardo Leite venceu na primeira rodada por ippon o argelino Hassane Azzoun por ippon. Na segunda luta, Leonardo foi vencido por Utkir Kurbanov, do Uzbequistão.

O Brasil encerra a participação no Grand Prix de Abu Dhabi com uma medalha de prata (Érika Miranda, 52kg) e dois quintos lugares (Victor Penalber, 73kg / David Moura, +100kg). Disputaram o evento 289 judocas de 53 países.

FONTE: NOTÍCIAS CBJ

Mayra é promovida a faixa preta 2º Dan pela FGJ


Maior destaque do judô gaúcho na temporada, Mayra Aguiar foi homenageada pela Federação Gaúcha de Judô antes do início dos duelos do Estadual. Ela foi promovida a faixa preta segundo Dan, por reconhecimento ao mérito esportivo em 2010. Sétima colocada no ranking mundial, Mayra, poupada no Estadual, se prepara para defender o Brasil no Grand Slam de Tóquio, em dezembro.

Entre os principais resultados de Mayra na atual temporada, estão a medalha de ouro na Copa do Mundo de Budapeste, o bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro, a prata na Copa do Mundo do Brasil, a prata no Campeonato Mundial sênior (feito inédito no judô feminino brasileiro), o ouro no Muncial sub-20, além dos títulos no Campeonato Pan-Americano, no Troféu Brasil e no Grand Prix Nacional.

FONTE: FEDERAÇÃO GAÚCHA DE JUDÔ

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Qual a forma correta de se referir: Educador Físico, Professor de Educação Física ou Profissional de Educação Física?

Não é aconselhável utilizar a expressão Educador Físico, pois ninguém educa o físico. Não existe a expressão “educador físico” na legislação do Ministério da Educação, no Código Brasileiro de Ocupações, nas publicações do Conselho Federal de Educação Física e nas demais publicações oficiais como leis, decretos, resoluções e portarias. A expressão “educador físico” é um neologismo errôneo e deve ser evitado.

Toda a legislação e publicações oficiais que se refere à profissão utiliza a expressão “Profissional de Educação Física” para designar os bacharéis, licenciados e provisionados. O licenciado que atua na docência é chamado de “Professor de Educação Física”, da mesma forma que o matemático e chamado de professor de matemática, o geógrafo de professor de geografia, o químico de professor de química, o biólogo de professor de biologia, o historiador de professor de história etc.

A Resolução do Ministério da Educação CFE Nº. 03, de 1987, dispõe:

Art. 1º - A Formação DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA será feita em curso de graduação que conferirá o titulo de Bacharel e/ou Licenciado em Educação Física.

A Resolução do Conselho Nacional de Saúde CNS - Nº. 287, de1998, dispõe:

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua Octogésima Primeira Reunião Ordinária, realizada nos dias 07 e 08 de outubro de 1998, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, considerando que:
...

RESOLVE:

I - Relacionar as seguintes categorias profissionais de saúde de nível superior para fins de atuação do Conselho:
...

4. PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA;


A Resolução do Conselho Nacional de Educação CNE/CES 7, de 31/03/2004, dispõe:


Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de graduados em Educação Física definem os princípios, as condições e os procedimentos para a formação dos PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, estabelecidos pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, para aplicação em âmbito nacional na organização, no desenvolvimento e na avaliação do projeto pedagógico dos cursos de graduação em Educação Física das Instituições do Sistema de Ensino Superior.

Art. 4º...

A mesma Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE/CES 7, de 31/03/2004), refere a PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA, LICENCIADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA, vejamos:


§ 2º O PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA, LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA, deverá estar qualificado para a docência deste componente curricular na educação básica, tendo como referência a legislação própria do Conselho Nacional de Educação, bem como as orientações específicas para esta formação tratadas nesta Resolução.

Já o Ministério do Trabalho, através do Código Brasileiro de Ocupações (CBO) classifica os Profissionais de Educação Física como “Família” e o Professor de Educação Física como “Ocupação”, vejamos:


PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO FÍSICA, Código 2241 – Família.

Já a Lei Federal 9696 de 1º de setembro de 1998, que regulamenta a profissão de Educação Física dispõe:

Art. 1º O exercício das atividades de Educação Física e a designação de PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física.

As resoluções do Conselho Federal de Educação Física e seus documentos como a Carta Brasileira da Educação Física, Código de Ética do Profissional de Educação Física, Documento de Intervenção do Profissional de Educação Física e Carta Brasileira de Prevenção Integrada na Área de Saúde utilizam a expressão “PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA” para se referir a este profissional.

Portanto, recai em erro quem utiliza o neologismo “educador físico”. Tal expressão deve ser evitada, pois além de não existir na literatura oficial, seu uso prejudica a concepção da sociedade do amplo campo de atuação dos Profissionais de Educação Física que abrange a área de educação e saúde.

FONTE: CREF-14 / GO-TO