segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Revelação do judô vive dia de heroína na China: 'chorei de dor'


Natália Bordignon rompeu o joelho durante a luta, mas continuou e conquistou o bronze no Mundial Universitário

Rodrigo Farah, iG São Paulo

Foto: CBDU/Divulgação
Natália Bordignon exibe o bronze conquistado no Universíade em Shenzhen (China)
Natália Bordignon conquistou a primeira medalha do Brasil no Universíade, o Mundial Universitário, de maneira dramática. A gaúcha rompeu o joelho durante seu último combate, mas continuou no tatame lesionada e faturou o bronze em Shenzhen (China). A dor após o duelo no último domingo era tamanha, que a atleta de 20 anos chorava de dor, enquanto todos pensavam que era de emoção.
“Faltando dois minutos para acabar, ela me empurrou para fora e eu senti meu joelho [direito] saindo do lugar. Não conseguia mais me concentrar na luta e só pensei nas duas cirurgias que já tinha feito e fiquei muito nervosa”, comentou a peso médio em entrevista ao iG.
“Logo que acabou, todos achavam que estava chorando de emoção, mas era de nervosismo pelo joelho. O judô me ensinou a ser forte, a continuar e a erguer a cabeça”, completou a gaúcha, citando a vitória sobre a croata Marija Cosic.
Agora, Natália voltará ao Brasil para avaliar o joelho e depois voltar aos treinamentos em busca de uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.
Além da gaúcha, outro judoca subiu no pódio no último domingo. De volta à seleção após ficar dois anos suspenso por doping, o meio-médio Victor Penalber derrotou o sul-coreano Suk Wong Hong e também levou a medalha de bronze no Mundial.
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Revelation of judo day lives of heroin in China, 'cried in pain'
Natália Bordignon broke his knee during the fight, but went on and won the bronze at the World University

Natália Bordignon won the first medal of Brazil in theUniversiade, the World University Championships, in a dramatic way. The Gaucho broke his knee during his last fight, but keptinjured on the mat and won the bronze in Shenzhen (China). The pain after the duel on Sunday was such that the athlete 20 yearscried in pain, while everyone thought it was emotion.

"With two minutes to go, she pushed me out and I felt my knee[right] moving. I could no longer focus on the fight and just thoughtthe two surgeries he had done and was very nervous, "said theaverage weight in an interview with iG.

"Once finished, everyone thought I was crying from emotion, but it was nervousness at the knee. Judo has taught me to be strong,to keep and raise their heads, "he said to the state, citing thevictory over Croatian Marija Cosic.

Now, Natália will return to Brazil to evaluate the knee and then return to training in search of a berth in the Olympic Games inLondon in 2012.

In addition to the state, another judoka the podium on Sunday. Back to selection after being suspended two years for doping, the welterweight Victor Penalba defeated the South KoreanHong Suk Wong and picked up a bronze medal in the World.

sábado, 13 de agosto de 2011

Defesa de judoca critica notificação de doping por e-mail e culpa suplemento roubado


Alexandre Sinato
UOL Esportes - Lutas - São Paulo
A defesa da judoca Taciana Lima, flagrada em antidoping com a presença do diurético furosemida, aponta uma série de imperfeições no processo encaminhado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e culpa um suplemento que teria sido roubado durante a etapa de São Paulo da Copa do Mundo, quando ela testou positivo.

Furosemida: a mesma do caso Cielo

  • Divulgação/CBJ
    A furosemida encontrada no exame de Taciana foi a substância que causou o doping de Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked. Eles testaram positivo para o diurético em maio e foram apenas advertidos pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
    A federação internacional pediu uma suspensão de seis meses para os nadados, mas a Corte Arbitral do Esporte (CAS) manteve a advertência, decisão questionada por alguns nadadores e que permitiu que Cielo competisse normalmente no Mundial de Xangai, onde ele ganhou duas medalhas de ouro.
    A Agência Mundial Antidoping enquadra a furosemida na categoria S5 (diuréticos e mascarantes). A punição para seu uso vai de advertência a dois anos de suspensão.
Segundo o advogado contratado para defende-la, George Daudt Wieck, Taciana foi avisada do resultado positivo de maneira estranha: a CBJ mandou um e-mail na última sexta-feira com a notificação. O documento, porém, não informa a concentração de furosemida que foi encontrada e não possui a assinatura da bioquímica responsável pela análise em laboratório no Canadá.
“Não foi enviado nenhum comunicado formal como exige o CBJD [Código Brasileiro de Justiça Desportiva]. O e-mail até dificulta o início da contagem de prazo de defesa, porque ele foi enviado na sexta-feira passada, mas ela só foi abrir sua caixa de mensagens na última terça-feira, então fica difícil estabelecer os sete dias que temos direito. Mesmo assim vou mandar a defesa até amanhã [sexta], mas já com um pedido de reabertura de prazo”, explicou.
O advogado também questiona a ausência de detalhes do exame no resultado mandado para Taciana. Ele não sabe qual foi a concentração de furosemida, mas diz que a densidade da urina estava dentro do padrão. “A furosemida mascara a presença de substâncias proibidas, mas a urina da Taciana não estava mais diluída que o normal. Ou seja, ela não mascarou nada.”
A defesa da judoca também alega que um dos suplementos usados por ela sumiu durante a etapa de São Paulo, no final de junho. Um boletim de ocorrência foi registrado na época. A atleta usa sete tipos de suplementos, três feitos em farmácia de manipulação, quatro industrializados. O que sumiu foi o Dextrose, industrializado. Segundo Taciana, a embalagem de Dextrose sumiu de sua mochila na área de aquecimento enquanto ela lutava e conquistava o bronze
“Estamos levando isso para a confederação para tentar apurar o caso. Tudo que ela tomou no torneio foi acompanhado pela nutricionista da competição. Esse suplemento que desapareceu pode ter sido contaminado. Essa é nossa suposição”, argumentou George Wieck.
Os demais seis suplementos foram encaminhados para um laboratório que analisará uma possível contaminação. Taciana alega não saber como a furosemida entrou em seu organismo.
A judoca tem 27 anos, é formada em educação física, faz pós-graduação e testou positivo pela primeira vez na carreira. “Ela, inclusive, nem precisava da terceira colocação porque já tinha os pontos necessários. A Taciana passou mal antes da última luta. Se ela tivesse tomado algo, poderia simplesmente não competir, até porque todos sabem que os três primeiros vão para o antidoping”, completou o advogado.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Keiko Fukuda, uma mestra do judô aos 98 anos


A japonesa, que ensina a arte marcial nos Estados Unidos, obteve o décimo dan – graduação máxima do judô
REDAÇÃO ÉPOCA
TÉCNICAKeiko demonstra um movimento em cena do documentário Be Strong, Be Gentle, Be Beautiful
Keiko Fukuda tem 98 anos e, na academia de judô, ostenta uma faixa vermelha que significa que alcançou o que poucas pessoas conseguem nessa arte marcial. A japonesa, que mora em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de ser promovida a décimo dan – a mais alta graduação do judô – pela USA Judo (organização que reúne praticantes da modalidade nos Estados Unidos). É a primeira mulher a chegar a esse nível. 

Keiko dá aulas três vezes por semana. Ela observa os alunos sentada em uma cadeira de rodas, mas, quando os judocas não estão fazendo bem um movimento, não hesita em levantar e demonstrar o golpe. Tem autoridade para dizer que sabe exatamente como deve ser feito, já que entrou no judô a convite de Jigoro Kano, o fundador da arte, aos 21 anos. Keiko é a última discípula de Kano viva. 

O jornal San Francisco Chronicle publicou um perfil de Keiko no mês passado. O texto conta a vida dedicada ao judô e ao fim do preconceito contra as mulheres nos tatames. Keiko abriu mão do casamento arranjado por sua família para trabalhar na divulgação do judô pelo mundo. A história vai virar um documentário, previsto para ser lançado no ano que vem. No filme, ela se emociona ao lembrar sua opção pela arte marcial: “Minha vida foi definida naquele momento: casar ou viver pelo judô. Escolhi o judô, e não esperava que fosse se prolongar por tanto tempo". 

Após mais de 70 anos aprimorando sua luta, ainda há mais um degrau para Keiko atingir o nível máximo da tradição do judô: o décimo dan pela Kodokan. Somente 15 homens na história conseguiram esse feito. Quando Keiko obteve o nono dan, em 2006, os três mestres que eram nono dan foram elevados a décimo. A professora enfrenta com paciência o domínio masculino. Ela já passou 30 anos estacionada em um nível, no quinto dan, ao que chegou em 1951 e era considerado o máximo para as mulheres.