quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Embaixador, consultor, marido e torcedor, Honorato atua em todas


Prata em Sydney-2000, Carlos Honorato está em Paris para acompanhar o Mundial de judô e divulgar os eventos que serão realizados no Brasil


Por Alfredo Bokel - SporTVDireto de Paris, França
A convite da Confederação Brasileira de Judô, Carlos Honorato está em Paris como embaixador dos dois próximos Mundiais, que serão no Brasil: o de equipes e veteranos em Salvador, em 2012, e o sênior, no Rio, em 2013. Mas o medalhista de prata nas Olimpíadas de Sydney-2000 não se limita à função oficial. Ele também é marido, torcedor e até comentarista informal para a imprensa brasileira que está cobrindo o evento.
Honorato posa com as promotoras do estande do Brasil no ginásio (Foto: Alfredo Bokel / Globoesporte.com)Honorato posa com as promotoras do estande do Brasil no ginásio (Foto: Alfredo Bokel / Globoesporte.com)
A atuação como embaixador começou com um susto. Os folders para divulgação dos eventos no Brasil e um quimono foram extraviados no voo para Paris. No mesmo dia, porém, a bagagem foi entregue no hotel onde Honorato está hospedado.
Quando não está no estande do judô brasileiro na área vip do Palais Omnisports Paris Bercy, divulgando as competições que o Brasil receberá, Honorato, o Nonô, como é chamado pelos colegas, vira uma espécie de consultor técnico da imprensa brasileira que está cobrindo o Mundial. Nomes de golpes, dúvidas sobre as regras, decisões polêmicas da arbitragem, o grandalhão gente boa está sempre pronto a explicar tudo. Brincalhão, Honorato só fecha a cara ao posar para fotos. Não adianta nem pedir um sorriso.
- Preciso manter a fama de mau - diverte-se ele, que, aos 36 anos, segue lutando. Ele se consagrou como médio, mas hoje passou a meio-pesado - Tem que ir parando aos poucos. A vontade de lutar não sai de uma hora para outra da corrente sanguínea - admite.
Bronze no Mundial de 2003, em Osaka, no Japão, Honorato parou de lutar internacionalmente no ano passado, mas ainda concilia torneios regionais e abertos com aulas em projetos sociais e colégios.
Torcedor apaixonado
Em Paris, Honorato ainda exerce outro papel não menos importante. Ele é torcedor fervoroso dos judocas brasileiros. Na luta em que Rafaela Silva conquistou a prata, por exemplo, ele ficou com o olhar vidrado no tatame e estalando os dedos de nervoso.
- Dá vontade de entrar e ajudar. De fora, você enxerga o que o judoca poderia ter feito, mas só quem está lá dentro sabe como é.
judô maria suellen jogos mundiais militares (Foto: agência Photocamera)
Suellen nos Jogos Mundiais Militares, no Rio de
Janeiro (Foto: agência Photocamera)
A luta mais esperada por Honorato só irá acontecer no sábado, quando a peso-pesado Maria Suellen Altheman, com quem é casado, entrará em ação.
- Durante a competição, não durmo com ela, até porque os quartos não são individuais. Aqui, por exemplo, ela está dividindo com a Rafaela Silva e não é legal eu ficar muito tempo com ela no hotel, porque atrapalho o descanso da Rafaela - explicou.
E se já bate o nervosismo quando os outros brasileiros estão lutando, como será quando Suellen pisar no dojô?
- Vai ser uma loucura. Não vou nem ficar com vocês aqui na Tribuna de Imprensa. Vou lá para a primeira fila, ao lado dela - finalizou a fera apaixonada.
O jornalista viajou a convite da Confederação Brasileira de Judô.

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